Dark Sarah – “Grim” (2020)

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Dark Sarah – “Grim” (2020)
Napalm Records
#SymphonicMetal#CinematicMetal

Para fãs de Leaves’ EyesNightwishEpica

Nota: 8,5

A missão do Dark Sarah era ingrata: manter ou aumentar a qualidade apresentada em “The Golden Moth” (2018). As ferramentas continuavam à disposição dos finlandeses: o belo timbre de Heidi Parviainen (ex-Amberian Dawn), a abordagem sinfônica meio musical da Disney e o repeteco da parceria com JP Leppäluoto, dono de uma poderosa voz grave que rendeu uma parceria de química perfeita com Heidi no disco anterior e que foi repetida agora em “Grim”.

Mas afinal, o quinteto cumpriu a missão? A reposta é: não, mas o novo disco caiu lutando nessa hipotética batalha com seu antecessor. Excelentes destaques como “The Chosen One” rendem momentos emocionantes. Nessa, uma vibe que mistura os anos 80 de Stranger Things com uma abordagem moderna meio Amaranthe desemboca em no melhor refrão do disco.

Já “Melancholia” lembra um pouco o Nightwish ou Epica devido ao piano e “The Wolf And The Maiden” traz de novo essa dualidade entre o passado nos tecladinhos e uma aura moderna principalmente nas orquestrações e na beleza e dramaticidade dos arranjos. É nessa que é retomada a parceria com JP Leppäluoto, que adiciona muito. Ele devia ser efetivado na banda, já que combina muito com Heidi.

Mais para o fim, quando aquela coisa meio maçante já começava a deixar todas as músicas meio parecidas, uma grata surpresa vem com “Mörk”, que entra com um digno Death Metal com blast beat e vocal gutural do vocal convidado Jasse Jatala. O Dark Sarah ganhou muita notoriedade com “The Golden Moth” e em “Grim” alguns elementos foram mantidos, principalmente a qualidade das melodias, mas a inspiração estava ligeiramente abaixo. Segue a torcida para o próximo disco se tornar, definitivamente, o melhor da banda.

Gustavo Maiato

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