Dead Or A Lie – “Monster” (2020)

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Dead Or A Lie – “Monster” (2020)

Independente
#SouthernMetal#StonerRock

Para fãs de: Black SabbathAlice in ChainsFaith No More

Nota: 8,0

O Dead or a Lie — que até bem pouco tempo atrás se chamava Dead Or Alive e mudou de nome para evitar confusões com os ícones dos anos 1980 — chega ao seu quinto trabalho de estúdio, o conceitual “Monster”. Primeiro registro fora do Nova Studios, o CD foi gravado no Sunrise Music e também marca um novo direcionamento na sonoridade do trio. Se antes o Hard Rock era predominante em suas composições, o Stoner Rock veio com força neste novo trabalho. Matheus Vieira (guitarra/baixo), Wiliam Albino (vocal e bateria) e Carlos Oliveira (guitarra solo e baixo) mostram evolução e coragem em músicas repletas de variações e detalhes, onde o bom gosto predomina de forma bastante satisfatória.

“Monster” conta a história da luta do ser humano contra ele mesmo, passando por temor, perturbação, suplício, contemplação e fé. Após uma breve introdução, “Never Look Away” mostra o quanto o grupo amadureceu desde “Unholiness”, seu último trabalho, de 2016. Com corais de vozes que me lembraram das maluquices de Mike Patton, a faixa ganha peso como cortesia das guitarras. O vocal de Wiliam está mais rasgado do que nos discos anteriores. Trazendo uma mistura entre o Doom, o Stoner e o Heavy, a faixa é um belo abre-alas para o que vem a seguir. “Bad Dreams… No Crimes” traz uma dose extra de Stoner, com uma pegada Black Sabbath. Mais uma vez, destaque para os ótimos riffs, que engrandecem a composição. Wiliam senta a mão no seu kit, adicionando ainda mais peso na faixa.

“Leave no Trace” possui as mesmas características, mas aqui, existem algumas similaridades com a sonoridade que o grupo praticava antes. Mas que fique claro que a mudança na música do trio não foi radical — sua música ficou, sim, ainda mais interessante. Já a faixa título traz consigo certa atmosfera melancólica, densa e sombria. Novamente, no refrão aqueles backing vocals muito bem encaixados e o vocal de Wiliam, de forma mais “anasalada” me trouxeram à mente as viagens que o Faith No More apresentava em muitos momentos. Um dos grandes destaques do trabalho! O encerramento vem com “Life Itself” e sua levada na linha do que o Alice in Chains fazia em “Dirt”, mas com um toque bastante pessoal.

“Monster” mostra o amadurecimento musical do Dead or a Lie, além de trazer consigo a concepção da luta interna do ser humano, passando por diversos momentos. Discos conceituais não são fáceis de conceber, muito menos de se fazer escutar com a devida atenção. “Monster” consegue isso com facilidade. Ponto mais que positivo para o grupo!

Sergiomar Menezes

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