Deep Purple – “Come Taste the Band” (1975)

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Deep Purple – “Come Taste the Band” (1975)
EMI
#ClassicRock#HardRock

Para fãs de: Whitesnake, David CoverdaleGlenn HughesTommy Bolin

Nota: 9,0

“O Led Zeppelin poderia substituir Jimmy Page?”, pensaram os remanescentes do Deep Purple quando Ritchie Blackmore deixou a banda em abril de 1975. O primeiro na fila para substituto era Clem Clempson, do Humble Pie. Mas ser nascido em Birmingham e ter feito um bom teste não o fez assegurar a vaga: o que faltava em carisma sobrava em beligerância. Rolou até um atrito entre o guitarrista e o vocalista David Coverdale.

O próximo na lista era Tommy Bolin. Totalmente carismático, ligeiramente desapegado e super autoconfiante, Bolin impressionou com seu estilo abrangente, que ia do rock ao jazz e ao funk, e garantiu o emprego. Quase que imediatamente após sua entrada, um Purple revigorado começou a escrever as músicas que comporiam seu décimo álbum de estúdio e filho único da mais breve encarnação da banda.

Talvez o trabalho mais musicalmente diversificado do Purple – e talvez por isso alvo das reações as mais adversas -, “Come Taste the Band” mistura classic rock (“Lady Luck”) e grooves a la Motown (“I Need Love”) a coisas como “This Time Around” (cantada às duas da manhã por um Glenn Hughes virado na coca em cima de uma base na qual Jon Lord vinha trabalhando até tarde daquela noite) e “You Keep on Moving”, escrita por Coverdale e Hughes em 1973, mas nunca apresentada a Blackmore. Nesta, os caras mostram o grande duo vocal que formavam.

Apesar do aparente clima de relaxamento nas gravações ocorridas em Munique, o Purple – sobretudo Glenn e Tommy – travava uma batalha contra o vício em drogas. A coisa toda implodiu na estrada, em meio a uma turnê mundial. Em 15 de março de 1976, o Deep Purple se separaria após um show no Empire Theatre, em Liverpool. Hughes se livraria das drogas e viveria para contar a história. Tommy, infelizmente, não. Uma overdose o mataria em 4 de dezembro daquele ano.

Marcelo Vieira

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