
Desdominus – “Inexplicável Existência” (2021)
Heavy Metal Rock
#DeathMetal, #BlackenedDeathMetal, #MelodicDeathMetal
Para fãs de: At The Gates, Dissection, Crucifixion BR
Nota: 8,0
O Death Metal tem em seu catálogo ótimas bandas, muitas delas presentes no underground, principalmente no Brasil. Algumas dessas têm anos de carreira e já se solidificaram como relevantes para os apreciadores do gênero, como é o caso do Desdominus. Formada em Americana, interior de São Paulo, pelo baterista Ney Paulino, a banda que toca um Death Metal com pitadas de Blackened Death Metal, passou 6 anos sem lançar material novo, e agora retorna, com uma formação diferente, apresentando “Inexplicável Existência”, seu quarto álbum de estúdio.
O novo disco com Ney, o vocalista e guitarrista Daniel Curtolo, o guitarrista Rodrigo Pereira e o baixista Adriano Justino, apresenta um Death Metal técnico, veloz e cheio de melodias que animam qualquer apreciador do gênero. Com pitadas de Dissection e At The Gates podemos notar até mesmo uma relação com o som feito pelos brasileiros do Crucifixion BR.
Falando sobre as músicas, a faixa-título já abre o disco com muita melodia, com uma letra cantada e português, porém com um trabalho de bateria incrível, cheio de blast beats e com um solo de guitarra matador. “Misty Dimension” já inicia com um ótimo solo, abrindo espaço para os vocais de Daniel despejarem tons rasgados que deixa qualquer fã de At The Gates empolgado.
“My Last Winter” é outro destaque, alternando entre o Death N’ Roll e o Death Metal clássico, feito por bandas como o Carcass. “Abyss of Life” volta ao Death Metal do início com mais um ótimo trabalho de Ney, com batidas precisas e um trabalho de guitarras que criam uma verdadeira parede sonora para os solos inspirados.
A capa do álbum foi feita pelo grande Alcides Burn, que todos já conhecem pela excelência de seu trabalho, e aqui, ajuda a dar forma ao som praticado pela banda. O Desdominus mostrou com “Inexplicável Existência” que é uma banda que sabe o que faz, entregando um trabalho digno de grandes bandas e com uma técnica que pouco alcançam dentro do gênero. Certamente vale a audição.
Lucas David







