Dokken – “Return to the East Live 2016” (2018)

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Dokken
 – “Return to the East Live 2016” (2018)

Frontiers Music
#HardRock#GlamMetal#HairMetal

Para fãs de: L.A. GunsRattWinger

Nota: 6,0

A reunião da formação clássica do Dokken em 2016 foi tão breve quanto a estada de Aquilles Priester no Primal Fear. Além de meia dúzia de shows no Japão e uma única apresentação nos Estados Unidos — e as inevitáveis entrevistas nas quais todo mundo afirma que está tudo bem sendo que no fundo não suportam mais olhar um na cara do outro —, Don Dokken, George Lynch, Jeff Pilson e Mick Brown gravaram uma nova faixa, “It’s Another Day”, que abre este tão aguardado “Return to the East”. Sobre ela, não há muito o que ser dito — nenhuma palavra faria jus ao solo nota 11 de Lynch —, mas podemos resumir da seguinte maneira: a importância histórica sobrepõe a relevância no catálogo. Vindo desses quatro, prefira os clássicos sempre.

Sobre a porção ao vivo, o que mais chama a atenção é a voz de Don, totalmente retrabalhada em estúdio. Vídeos das apresentações e eventuais bootlegs que circularam na época não me deixam mentir: houve, sim, um retrabalho intenso nos vocais e, quem sabe, até em parte dos instrumentos. Não que isso seja um demérito — “Frampton Comes Alive!” foi praticamente todo refeito em estúdio, bem como “Unleashed in the East” e outros álbuns ao vivo clássicos do rock e do metal —, mas todo mundo sabe que a pipa do DonDon não sobe mais; que sua voz é aquele aluno que falta justamente no dia da foto da turma. Aí só com Photoshop mesmo.

Outra coisa que chama a atenção: a ordem das músicas no CD difere da ordem no DVD — ouve-se ao final de “Tooth and Nail”, abertura original da apresentação, aqui deslocada para faixa 9, um pedaço da introdução de “The Hunter”, mantida no CD como a segunda do set. E para quê uma faixa separada para a introdução de “Alone Again”? E já que tanta coisa foi recauchutada em estúdio, por que não dar um gás no público do Loud Park, festival onde rolou a gravação, cuja empolgação fúnebre nem faz parecer que estão diante de um acontecimento único? Parece que o LOUD neste caso é restrito ao nome. Uma pena.

Encerram a tracklist duas regravações: “Heaven Sent” e “Will The Sun Rise” funcionaram muitíssimo bem em roupagem acústica. A primeira ficou irreconhecível, meio caribenha, até. Já a segunda, mais alinhada com a original, é, sem dúvida, o grande destaque do álbum. Que sirvam para mostrar o caminho das pedras — neste caso, os clássicos Under Lock and Key e Back for the Attack — aos ouvintes de primeira viagem.

Marcelo Vieira

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