DV Alley – “DV Alley” (2018)

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DV Alley – “DV Alley” (2018)
Independente
#HardRock#HeavyRock

Para fãs de: Bon JoviMotley Crue

Nota: 8,0

Os cariocas do DV Alley foram inteligentes ao buscar na criatividade das melodias a saída para não soar datado em um estilo tão anos oitenta como é o Hard Rock. A banda arriscou ao não arriscar e acabou agradando àqueles mais saudosistas e ávidos por um som mais cru. O foco das cinco músicas que formam o EP autointitulado, que marca a estreia da banda, é entregar levadas gostosas de se ouvir, sempre acompanhadas de coros de segunda voz muito bem encaixados, o ponto alto do trabalho.

No começo, “Alone” se apresenta como uma balada de melodia cadenciada com ótimas linhas de guitarra e um refrão que fica na cabeça assim que somos apresentados a ele. O vocalista Marc Delgado acerta em quase todas as nuances de sua performance, faltando apenas um pouquinho mais de segurança. “Rocket” acelera mais as coisas e entrega um típico Hard Rock recheado de solos e riffs. Vale ressaltar a ótima qualidade da gravação que conta com guitarras e baixo bem timbrados.

“Ashes Of The Roses” mantém a pegada do EP. Os guitarristas Nonu Pirozzi e Dieguera embalam o refrão com um riff mais agudo que disputa o primeiro plano com um coro de segunda voz muito bem colocado. Faltou um pouco mais de cuidado com o encaixe da voz do primeiro plano que em certos momentos soa deslocada do resto dos elementos sonoros.

Já “This One Was You” é uma balada com guitarra limpa e bastante emoção na linha de voz de Marc. O recurso dos coros de segunda voz é mais uma vez utilizado, se mostrando uma carta coringa da banda para incrementar e trazer um leque mais variado de timbres para o ouvinte. Ponto para eles.

Fechando, “Dreams and Reality” recapitula tudo que foi explorado até aqui e mantém a pegada. Para um tiro curto de cinco músicas, “DV Alley” é um bom convite para o que pode vir. Falta caprichar um pouco mais apenas na colocação da linha vocal e pensar novas formas de capturar o ouvinte além das já usadas aqui. Um trabalho completo poderia contar com músicas um pouco mais aceleradas por exemplo. Mas isso é história para um próximo capítulo.

Gustavo Maiato

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