Enki – “Red Oak” (2016)

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Enki “Red Oak” (2016)
Independente

Nota: 9,0

Segundo álbum de estúdio dos espanhóis, “Red Oak” emula boas sacadas do som pesado dos anos 90, calcado principalmente no Groove Metal, e administrando pegadas do Death Metal melódico, diluindo sua musicalidade a ponto de dar certa personalidade.

Um disco evidentemente mais aprimorado, com grandes avanços de qualidade acerca da produção e mixagem, onde a evolução musical do quarteto também é notória comparado ao seu primeiro álbum “The Gardens of Babylon” de 2014, principalmente os vocais que tiveram grandes melhorias, se encaixando melhor no estilo da banda.

Músicas bem intensificadas pelo peso e cadenciadas na medida certa, marcadas por sólidas, e de certa forma, simples construções instrumentais. Nada que os defina como um super e revolucionário no gênero, embora consigam arrancar boas balançadas de cabeça do ouvinte.

“Nothing Remains”, “A Human Waste” e “Etat Second”, que abrem o disco respectivamente, empolgam pela balança groove/death melódico muito bem dosadas, seguindo em conceitos finais, ao meu ver, como as melhores do disco. “Pure Infinity” apresenta boas passagens de gothic ao estilo Paradise Lost. No decorrer das demais faixas, prosseguem alternando dinâmicas ora mais pesadas ora progressivamente cadenciadas com sutis elementos de Gothic Metal.

As temáticas retratadas nas letras falam basicamente em reflexões sobre a realidade existente e possibilidades de mudar o presente e o futuro por meio de atitudes, e em toda imensidão que a natureza nos oferece.

Para não faltar aquela velha e boa referência, o som que o grupo alcançou em “Red Oak” segue nos moldes de bandas como Paradise Lost, SoulflyGojira e afins, embora a sonoridade que eles propõem, segue um direcionamento singelamente mais direto no quesito Metal e parcialmente com alguns poucos experimentos instrumentais.

Um disco para se ouvir na íntegra, sem esperança de encontrar novos patamares musicais, contudo um bom disco de Heavy Metal, aprofundado em sua essência moderna dos anos 90 e 2000.

Will Bernardes

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