Entrevista com a banda Electric Mob

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ENTREVISTA COM A BANDA ELECTRIC MOB

Diferente de outras tantas bandas que tentaram (não com muito êxito) emular sonoridades clássicas, os paranaenses do Electric Mob foram lá, diretamente na fonte e não apenas beberam dela, como também mergulharam de corpo e alma. “Discharge”, trabalho de estreia do quarteto é uma viagem pelas décadas de 70, 80 e 90: do Hard Rock ao Rock em sua forma mais forma. Debochando dos profetas de sofá, que no auge do conforto proclamam que o Rock N’ Roll está morto e que nada produzido nesta década tem a mesma qualidade que antes. Tanta dedicação trouxe frutos com a crítica e os fãs consagrando banda e disco – as plataformas de streaming com milhões de reproduções e muito ainda a ser alcançado; não à toa que já estão sob a tutela da poderosa Frontiers Records. Conversamos com Renan Zonta, Ben Hur, Yuri Elero e André Leister para sabermos sobre os detalhes do disco, produção, influências, planos e expectativas. Confira!

Por William Ribas
Header e diagramação por Johnny Z.
Fotos: Divulgação

 

Metal Na Lata: “Discharge” chegou há pouco tempo e vem mostrando um novo jeito brasileiro de apresentar o Rock n’ Roll ao restante do mundo. Ouvi o álbum diversas vezes e não consigo jogar a banda em nenhum estilo, gênero e afins. O disco de estreia é Electric Mob e nada mais?

Ben Hur: A verdade é que o Electric Mob é a mistura de todas as influências de cada membro. Nunca pensamos em ser uma banda de hard, grunge, ou de rock clássico. A única intenção era fazer um Rock n’ Roll com pegada, que não soasse “rockinho”, o resto era o que a criatividade mandasse no momento. Analisando as músicas individualmente, você acha mais disso ou daquilo, mas no álbum inteiro as influências são diversas. No final das contas é tipo quando você é criança e mistura vários refrigerantes diferentes nas festinhas de aniversário. O gosto fica único (mas nesse caso nem sempre muito bom. (risos)

Renan: É meio clichê dizer que não nos enquadramos em nenhum gênero específico, mas é a mais pura verdade! (risos). Logicamente somos uma banda de hard rock/blues rock, mas a coisa vai bem além disso.

André: Acho que sim, a verdade individual que cada integrante trouxe para as músicas acabou se tornando algo nosso e único

 

Metal Na Lata: Obviamente que essa energia e essência única não apareceu da noite para o dia. A banda surgiu em 2016, no ano seguinte lançou o EP “Leave A Scar” e agora o primeiro álbum completo. Olhando por esses 4 anos de história, o que formou o caráter musical do Electric Mob para chegar com os dois pés na porta de fãs, imprensa e quem mais quiser se divertir com vocês?

Ben Hur: O primeiro EP serviu para gente se descobrir musicalmente. Depois que fizemos aquelas 4 músicas a gente conseguiu sentir o que soava “certo” com a gente tocando. No processo de composição do “Discharge” a gente se pegou várias vezes comentando “nossa, isso ficou bem Electric Mob”. Outro ponto positivo que vejo, foi a química que criamos entre nós fazendo shows cover. Foram mais de 150, mas nunca tocando as músicas do jeito que foram originalmente gravadas. Sempre fazíamos do nosso jeito, com nossa pegada, com nossa sujeira. E só assim essas interpretações soavam bem para os nossos ouvidos.

Yuri: O novo caráter musical veio com o amadurecimento dos 4 integrantes tanto individual quanto pessoal, além da adição do nosso produtor Amadeus DeMarchi atuando diretamente na pré-produção e na composição de alguns trechos, simplesmente crescemos todos juntos!

Renan: Com certeza, a estrada. A gente sempre teve um monte de influências distintas e sempre nos respeitamos muito como músicos. O fato de termos viajado MUITO fazendo cover nos fez criar essa sinergia que, atrelada a muito profissionalismo e dedicação nos trouxe até aqui.

André: O principal foi sempre respeitar a individualidade de cada membro, e sempre pensarmos nas músicas acima de tudo. Isso nos deu e nos dá confiança no nosso trabalho, algo como “essa é a nossa verdade, eu me orgulho disso e para nos isso basta”.

 

Metal Na Lata: O álbum saiu pela Frontiers lá fora que hoje é o grande selo para o Hard/ AOR no mundo. Já li e vi entrevistas de você contando como aconteceu assinar com a gravadora. Algo como: mandamos as músicas, eles retornaram empolgados com um contrato e assinamos.  No Brasil o trabalho estará saindo pela Hellion Records que também tem uma enorme tradição no mercado. Num mundo tão digital, onde o “faça você mesmo” ganha cada vez mais força e adeptos, quanto é importante ter gravadoras fortes distribuindo o material de vocês?

Renan: Essa democratização de espaço e divulgação é de imensa importância pra novos artistas e bandas. Foi isso que possibilitou os primeiros passos do Electric Mob. O lance é que é realmente muito mais difícil manter um padrão de qualidade sendo 100% independente e vivendo só de música no Brasil. O apoio de “gente grande” continua tendo importância, em grande parte financeiramente e de exposição. Digo isso porque o mercado não tem mais tempo nem interesse em pegar um artista e montá-lo do zero. Um dos motivos da gente ter assinado com a Frontiers foi justamente estarmos prontos em conceito, música e objetivos. Seria impossível produzirmos o Discharge de maneira independente na realidade que enfrentamos.

Ben Hur: O lance com a Frontiers é muito mais que só a distribuição do material físico. É como se fosse um investidor que possui vários contatos para fazer o trabalho girar muito mais, mas claro, como em qualquer negócio, eles têm a parte deles. Daria para fazer tudo sozinho? Hoje em dia, sim e com o benefício de todo o lucro ficar concentrado para a banda. Porém a logística, investimento e “know how” que a gravadora tem, viabiliza as coisas de uma maneira muito mais fácil, sem contar em toda a logística de marketing com alcance global, seja pelos próprios fãs da gravadora quanto as assessorias de imprensa que prestam serviço para eles em vários países diferentes.

 

Metal Na Lata: “Discharge” é um resgaste aos anos 70, um pé nos anos 90 e com toda essa onda de groove e modernidade dos dias atuais. Como funciona o caldeirão de ideias e composições do Electric Mob?

Ben Hur: Sempre começa com alguém trazendo uma ideia. Seja um riff de guitarra, uma levada no baixo, groove de bateria ou melodia de voz. Tipo um embrião. Depois disso a gente vai moldando de acordo com cada ideia que vai passando na cabeça de cada um. Pelas influências distintas que cada um tem, cada um imagina a música de um jeito em sua própria cabeça, e é aí que a mágica acontece. Vamos colocando tudo em prática e vendo o que soa melhor.

André: A composição das músicas quase sempre funciona com alguém trazendo uma ideia crua que todos gostem, a partir disso vamos criando em cima, cortando aqui, adicionando ali, emprestando algo dali, algo daqui (risos).

 

Metal Na Lata: O início do disco é arrebatador onde joga o ouvinte com a adrenalina lá para cima. “Devil You Know”, “King´s Ale”, “Got Me Runnin’” e “Far Off” são diferentes na estrutura, mas ambas grudam e trazem uma energia jovial. Começar o tracklist dessa forma “para cima” vocês acreditam que faz com que o ouvinte siga e descubra o restante do álbum?

Renan: Não pensamos nisso, na verdade. Montamos o tracklist pensando como se fosse um vinil. Lado A mais direto e “convencional”, Lado B com experimentações e tudo o que temos de mais audacioso. Ironicamente, o Lado A mostrou o nosso lado festeiro e alegre e o Lado B ficou com a face sombria e séria da banda.

 

 

Metal Na Lata: No meio de tanta energia temos “Your Ghost”, uma balada mais sentimental, com uma melodia introspectiva. A letra traz o sentimento de perda, onde a pessoa se vai, mas a presença continua.  Num mundo de plástico e mentiras, não há quem nunca tenha passado por uma perda, seja um namoro, morte de um amigo ou de um ente querido. Já li relatos de pessoas dizendo que a faixa se tornou autobiográfica. Mexer com o interior dos fãs é a intenção do artista e pelo visto vocês foram certeiros.

Ben Hur: Rapaz, agora você me fez gostar ainda mais dessa música, coisa que achei que não era possível. (risos). Essa música é uma obra prima do Renan. Simplesmente genial a melodia e letra dela. Lembro que ele trouxe ela pronta com violão e voz para o ensaio e o Yuri (baixo) falou serenamente “cara, a música está pronta, não precisa colocar mais nada. Acho perigoso a gente estragar até…”. Por fim, felizmente, acho que conseguimos pegar todo o sentimento que tinha na música e deixar ele ainda mais evidente com todos os arranjos e nuances que a banda adicionou. Fico muito feliz que as pessoas estejam se identificando com essa música porque tenho um carinho especial por ela.

Renan: Essa música é meu maior orgulho como compositor. Eu amo cada detalhe do arranjo, da letra, da produção, dos timbres… Foi um grande desafio gravar “your ghost” pela gigantesca carga emocional que ela possui, não só na voz como no arranjo todo. Estamos muito felizes com o resultado que ela vem mostrando em meio aos fãs. É um dos “highlights” do disco, com certeza.

André: Essa bate lá no fundo. Sempre foi a intenção colocar uma música mais calma no disco para atingir um público diferente e não podíamos estar mais satisfeitos com a escolha, essa com certeza faz toda pessoa lembrar de alguém.

 

Metal Na Lata: O álbum como todo tem o grupo formando uma unidade, mas em contrapartida também tem os destaques em particular de cada um. “Higher Than Your Heels” tem um ar mais atraente, eu diria sedutor e com um ritmo descontraído que vai crescendo até explodir no refrão. O meu destaque na faixa fica para a cozinha do Yuri (Baixo) e André (Bateria) que dão um show de técnica. Dentro de uma banda é importante deixar cada um explorar e mostrar o seu melhor, mas como vocês lidam com possíveis briga de egos que possam surgir?

Yuri: Acho que da forma mais madura possível, conversando. Nós sabemos do que cada um dos 4 integrantes é capaz e queremos que o serviço seja inteiro para as músicas. Uma vez ou outra um elemento a mais ajuda nas decisões, mas geralmente saímos os 4 satisfeitos com as escolhas finais.

Renan: Isso nunca aconteceu e, honestamente, não vejo terreno para que aconteça no futuro. O Electric Mob sempre foi o Electric Mob. Unidade mesmo. Sabemos dos talentos individuais de cada um, mas trabalhamos para música e só para ela. Se a música pede e dá espaço para uma performance mais virtuosa de algum instrumento, vai acontecer, mas não porque a gente quer. Tudo é muito natural entre nós.

Ben Hur: Um empasse aqui ou ali sempre acontece. Todo mundo tem seus momentos de “minha ideia é melhor”. Mas temos bem claro desde quando começamos a compor de que nós quatro estamos ali para servir algo maior, que é a música do Electric Mob. No final, sempre seguimos o caminho que vai favorecer mais a música. Se for para aparecer alguém mais aqui ou ali, é simplesmente um processo natural da composição. Caso contrário soaria muito forçado e falso.

 

Metal Na Lata: O fechamento do álbum com “We Are Wrong” que traz um Hard Rock com tons mais épicos e grandiosos, em certas partes preenchendo todos os espaços da música e isso mostra como a gravação e mixagem foram cruciais. O disco foi totalmente gravado no Brasil e infelizmente muitos ainda têm aquela coisa que “para ser bom precisa ter vindo de fora”. Como foi o trabalho dentro do estúdio Nico´s Studio em Curitiba” com o produtor Amadeus De Marchi?

Yuri: O melhor possível. É essencial nesse processo você se sentir em casa, confiante e com vontade de trabalhar. É exatamente o ambiente que o Nico’s Studio traz apesar de não ser fácil passar longas horas em um único lugar por um período de tempo, o Vinicius Nico e o Amadeus são as pessoas mais fáceis de conviver e profissionais possíveis.

André: Foi simplesmente perfeito, eles têm a estrutura e o conhecimento necessário para atender qualquer banda do mundo. O Amadeus chegou para desempatar, o quinto elemento, as sacadas dele e os ‘barulhos estranhos’ no disco fizeram toda diferença. O Nico é o mago da mixagem, a sonoridade jovem porem saudosista foi atingida graças as mãozinhas desse cara. Também são muito pacientes, porque para aguentar nós, nossa comida de origem duvidosa e piadas quinta série não é para qualquer um.

Ben Hur: O estúdio é fantástico. Não poderíamos estar mais bem equipados. Sem contar que eles têm uma sala gigantesca com um pé direito altíssimo, coisa que não se encontra em todo lugar e que exploramos ao máximo. É triste saber que se a gente tivesse falado “gravamos o álbum nos EUA”, por mais que fosse num buraco, o brasileiro iria olhar de outra forma, por puro preconceito. Ainda bem que o som fala por si e faz todo mundo ficar de queixo caído com um som 100% produzido em Curitiba. E devemos tudo isso ao produtor do álbum, Amadeus. Além de ter achado soluções para estrutura de algumas músicas, ele soube extrair o melhor da banda com uma captação impecável, adicionou elementos que não deixam as músicas “vazias” em nenhum momento e deu textura, cores e sabores para várias partes das músicas sem perder ou comprometer um pingo da identidade da banda. Isso tudo sendo uma das melhores pessoas que conhecemos e com toda a paciência do mundo (por mais que ele sempre alegava que só era possível por já estar morto por dentro). (risos)

 

Metal Na Lata: A banda já postou em seu canal do YouTube covers de Guns N’ Roses, Skid Row, Deep Purple, Rolling Stones, Beatles e outros. Todos ficaram uma cara de Electric Mob, mas sem perder a essência dos originais. Fazer um EP desses covers já lançados e disponibilizar nas plataformas digitais passa pela cabeça da banda?

Renan: Não. A gente está com tanta gana e com tanta coisa para falar que lançar algo que não é nosso nem passa pela cabeça. A única coisa que consigo pensar agora é o segundo álbum.

André: Sinceramente, acho que não! Tocamos cover por tanto tempo, agora queremos fazer só musica nossa. (risos)

 

Metal Na Lata: Os clipes “Upside Down” e “Far Off” apresentam um grande grau de humor, sátira e irreverencia. Hoje, com tantas mídias sociais e bandas a cada esquina, parece que o que impera é a seriedade, ficando proibido se divertir e sorrir. O profissionalismo tem que existir, mas se divertir e entreter de uma forma suave ainda precisam estar no plano do artista, concordam?

Renan: Absolutamente. Quem disse que para ser profissional precisa ser carrancudo? Tudo que é forçado é ruim. Seja isso a cara de mau ou a piada. Obviamente, todo artista trabalha com a sua imagem. O que a gente fez foi arriscar quebrando alguns padrões rockeiros e, isso é o que mais tem gerado identificação com os novos fãs. A gente preza pela verdade, pela honestidade, pela nossa realidade e uma coisa é certa: ninguém usa calça de couro e coturno dentro de casa.

André: SIMMM! O povo do rock tem medo de se comprometer. Eu particularmente admiro em nós a dualidade de alguém fazendo algo sério e bem feito e ao mesmo tempo não se levando tão a sério. Está faltando gente de verdade que não tem medo de ser feliz.

 

Metal Na Lata: Já “Devil You Know” carrega o “mal”, inclusive com o Renan com trejeitos e olhares de possuído. Como surgiu a ideia para o roteiro do clipe?

Renan: Esse foi o nosso “jogar no certo”. Seria o nosso primeiro contato com esse público internacional e não queríamos arriscar muito. Mas, além disso, mesmo se arriscássemos, não seria um vídeo cômico pelos motivos que eu venho citando sobre a nossa realidade sem “forçação de barra” e de trabalharmos para a música. “Devil You Know”, é uma música um pouco mais séria e merecia um vídeo na mesma onda. Sobre eu me lançar de trejeitos e olhares de possuído: eu realmente sou assim no palco e não é forçado. Eu até acho que sou possuído por alguma entidade, às vezes! (risos)

Ben Hur: “Devil” foi um clipe mais “roquista”.  A ideia era impressionar pelas cenas e movimentos de câmera. A gravação foi bem livre e a interpretação do Renan foi algo de momento que o diretor incentivou. O que estava 100% planejado foi só que iríamos amarrar, arrastar e depois pendurar o coitado de ponta cabeça.

 

Metal Na Lata: O álbum saiu elogios aos montes, o nome da banda assolando toda a internet, mas algo acaba ficando faltando algo. Quando o artista lança um trabalho quase que inconscientemente, ele já está pensando na estrada, no público se divertindo com suas músicas nos shows. Esse eu acredito seja o “plano A” de todos os grupos. Por conta da pandemia não sabemos como ficará a parte do entretenimento musical, então qual é o “plano B” para que “Discharge” continue alçando voos cada vez mais alto até que finalmente a banda possa tocar ao vivo?

Renan: Realmente, a frustração de não poder cair na estrada e fazer o “Discharge” ao vivo é inevitável, e não depende mais só de nós quatro. O que estamos fazendo são algumas ações variadas de divulgação. As redes sociais e as lives cumprem um papel importantíssimo para o entretenimento neste momento tão difícil, recriando a aproximação do artista com o fã – que é fundamental – já que não podemos fazer shows. Os fãs precisam desse alento e os artistas precisam se compadecer e mostrar aos seus que estamos todos juntos nisso.

Ben Hur: Não temos a fórmula mágica para isso ainda. Se alguém tiver, por favor, manda para gente! Claro que o ideal era entrar em turnê para divulgar o álbum e dar a chance para os fãs ouvirem as músicas ao vivo. O que podemos fazer e continuar a interação pelas redes sociais e quem sabe antecipar as composições para um segundo álbum com lançamento mais cedo que o planejado? Pode ser um bom plano.

Yuri: Pensar no pós-disco que ocupa bastante espaço nas nossas cabeças também, além de já pensar no próximo disco também, acho que não seria cedo demais apesar do lançamento ter acabado de acontecer.

 

 

Metal Na Lata: De promessa a realidade e com um futuro brilhante a se julgar pelo estrondo que estão fazendo. Ainda é cedo, mas como pensam olhar para tudo daqui a 10 anos?

Renan: Independente de onde estivermos como banda, sempre olharemos com muito amor para esse começo. É, particularmente, o momento mais importante e feliz da minha vida e eu pretendo repetir essa frase para sempre. Estamos trabalhando muito para o futuro e esperando o novo “momento mais importante” de nossas vidas.

Ben Hur: Somos muito pé no chão. A gente tem plena consciência que chegamos mais longe que muita gente já chegou, mas que o caminho a percorrer é muito maior que o que já passamos. O lance é continuar trabalhando, sempre querendo crescer de alguma forma, seja compondo, seja com ideias para aproximar mais os fãs ou conquistar fãs novos. E tudo é aprendizado. O que eu espero é poder olhar para trás e não me arrepender de nada e estar feliz com onde vamos estar. É para isso que trabalhamos.

Yuri: Pelo menos de 3 a 4 discos lançados, as turnês fora do Brasil consolidadas, um público fiel e grande. Sonhos normais de qualquer banda, eu acho. (risos)

André: Eu espero me orgulhar de tudo que foi feito. Já avisei para os familiares e amigos: ou eu vou ser muito rico ou um ferrado. Só o tempo vai dizer, mas musico no brasil tem que ser por amor mesmo, por outro motivo desiste logo. (risos)

 

Metal Na Lata: Obrigado pela entrevista, o espaço final é todo de vocês.

Renan: Primeiramente, muito obrigado a toda a galera do Metal Na Lata por todo apoio e parceria! Aos leitores, apoiem as bandas das suas cidades e abram os ouvidos para as bandas novas. Fortaleçam, somem a nós. Estamos muito bem-servidos de rock.

Ben Hur: Agradeço ao carinho e oportunidade do pessoal do Metal na Lata. A algum tempo eu pensava que seria muito massa estar entre as matérias, críticas e entrevistas. Muito obrigado mesmo. O recado que fica é algo que falamos desde sempre para o “fã” de rock: escute coisa nova, se renove, apoie o rock que ainda respira, e muito! Quem diz que o rock morreu é porque só ouve gente morta. Quem reclama que não aparecem bandas novas e que a mídia não apoia e só empurra “música ruim”, é porque não levanta a bunda do sofá para procurar uma única música nova que o agrade. Não estou nem falando da gente, nem só do Brasil. Tem MUITA banda boa se formando e fazendo acontecer no mundo todo! E você não vai conhecer se não for atrás e ficar terceirizando a culpa. Não seja patético e fique ouvindo as mesmas 10 bandas e 30 discos a vida inteira. Seja fã de verdade e some, construa e apoie!

 

Mais informações:

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