
Ethernity – “The Human Race Extinction” (2018)
AFM Records
#ProgressivePowerMetal, #ProgressiveHeavyMetal
Para fãs de: Kamelot, Evergrey
Nota: 8,0
É muito bom conhecer bandas com vocal feminino que fujam do estereótipo de cantoras de Gothic/Doom Metal e se aventurem por terrenos pouco explorados pelas mulheres.
O Ethernity é um ponto fora da curva, com um vocal diferente e não menos do que excelente de Julie Collin, ela que estranhamente, deixou o posto recentemente alegando razões pessoais. Difícil entender, já que “The Human Race Extiction” é o mais consistente trabalho dessa banda belga. Sim, nem só de futebol, cerveja e chocolates, vivem aquele país.
“The Human Race Extiction” já é o terceiro registro da banda, e assim como nos anteriores, o que temos é o mais puro cristalino Prog Metal extremamente bem produzido, porém tudo certinho demais. Faixas como “Grey Skies” (veja o clipe no link abaixo) poderiam empolgar mais se tivesse mais doses de peso especialmente nas guitarras, peso esse que até aparece aqui e acolá como em “Artificial Souls”, “Rise of Droids” e “The Prototype”, sendo essas bons destaques individuais. Fica impossível não destacar a linda interpretação de Julie na balada “Warmth of Hope”. Outro destaque vai para a quase Speed Metal “Chaos Architect”, a melhor de todas, com destaque para a versatilidade do baterista Nicolas Spreutels.
São 14 faixas distribuídas em mais 70 minutos de duração, que podem ser muito longos para quem não aprecia as levadas intrincadas que todo o álbum do estilo possui, e aqui, não é diferente.
Pra quem ainda pensa que Metal com vocal feminino se resume a bandas como Arch Enemy, Nightwish, Epica e similares, o Ethernity chega a ser um oásis no meio do deserto. Para quem curte Prog, vale a pena conhecer. Nada que irá mudar a sua vida, mas esse trabalho é digno de reconhecimento dos amantes do gênero. Ouça e comprove!
Mauro Antunes





