Facada – “Nadir” (2017) (Relançamento/2024)
Black Hole Productions | Läjä Records
#Grindcore #DeathMetal
Para fãs de: Napalm Death, Nasum, Terrorizer, Rotten Sound, Brutal Truth
Texto por Ricardo L. Costa
Nota: 9,5
“Nadir”, terceiro álbum dos cearenses do Facada, não é um lançamento de fato, pois originalmente fora lançado em 2013, no entanto, recentemente foram homenageados com uma edição especial em comemoração aos 10 anos de seu lançamento, e posso dizer: é mais do que justo, afinal, o grupo é bastante esforçado em levar adiante e mostrar ao mundo a sua arte, ainda que para um público bastante distinto. Um nicho de mercado que se aventura nas vertentes mais brutais, abjetas e viscerais onde a música pode se atrever a adentrar.
O Grindcore apresentado por esses rapazes é algo que desafia a integridade física e psicológica, tanto de quem executa, quanto de quem consome. Pensa num negócio brutal, meus caros. Aqui não temos arranjos floridos, intrincados, narrados em lirismo erudito e filosófico. O Facada, como bem ilustra seu nome, desfere golpes impiedosos de puro ódio e indignação no ouvinte em formato de músicas curtas, rápidas e pesadas como pouco vemos por aí. Uma sonoridade com lampejos de Death Metal, muito orientada e influenciada pela antiga escola do gênero.
Imerso em poesia caótica e destrutiva contida em pouco menos de meia hora, “Nadir” desconsidera qualquer noção melódica ou harmônica. Tome dissonância em doses maciças e contundentes com “O Fim do Homem”, “Amanhã Vai ser Pior”, “Tudo Está Desmoronando”, “Raiva Não Falece” e mais uma cacetada de tantas outras pancadas curtas, objetivas e demasiadamente brutais.
Nessa nova edição, temos o acréscimo de três faixas, sendo duas composições inéditas, “Leigo” e “Aprende”, e um cover de pura selvageria tupiniquim para “Dis Sucks” do Nasum, que ficou aquela belezinha que a gente já esperava. Um disco que exala destruição em escala quase industrial. Simplesmente obrigatório, mas só para ouvidos treinados!




