Godthrymm – “Reflections” (2019)

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Godthrymm – “Reflections” (2019)
Profound Lore Records
#DoomMetal#EpicDoomMetal

Para fãs de : Fvneral Fvkk, Solstice, My Dying BrideParadise Lost

Nota: 10

O Godthrymm tem em sua medula dois veteranos da cena Doom inglesa – Hamish Hamilton Glencross e Shaun Taylor-Steels, cujos currículos exibem nomes como: My Dying Bride, Anathema, Solstice, Vallenfyre e Seer’s Tear. “Reflections”, sucede, “A Grand Reclamation”, o EP de estreia lançado em 2018 e apresenta a banda sob um novo formato, agora como trio – com Bob Crolla na função de “hand of Doom”, baixista.

Musicalmente, a herança de suas antigas bandas foi preservada. O disco tem muito da década de ouro da Peaceville Records – os anos 90, tanto dos pilares já citados: Anathema e My Dying Bride, como também do Paradise Lost, preste atenção às melodias e riffs e tente não memorar o mestre, Gregor Mackintosh.
Esse apelo ao passado de seus integrantes, é óbvio dentro do som do Godthrymm, mas não se prende e nem se limita a ele, recebendo acréscimos de Doom Tradicional e épico – o resultado, é um disco cheio de vigor, poderoso e com aquela pegada melancólica que só as bandas inglesas possuem.

“Reflections” exibe em suas oito faixas uma espécie de Doom vintage, mas natural, sem aquela pretensão irritante de querer soar “velho”. O contexto explora a herança, mas não se prende a ela – tendo dinâmica, vigor e desenvoltura. E ainda que siga por uma trilha já caminhada, mostra que ainda há muito nela para ser explorado, isso explica o ecletismo que existe em seu conteúdo, onde músicas com óbvias referências clássicas, contrastam com outras, cuja pegada atual, fornece ao disco ares de coletânea e uma qualidade acima da média.

Se por um lado temos reflexões que transitam entre passado e presente, como: “Monsters Lurk Herein” e “Among The Exalted”, que muito remetem aos feitos de Nick Holmes e seus asseclas: no outro, temos a fidelidade ao lado mais ortodoxo do Doom: “The Sea As My Grave” e “We Are The Dead”.

“The Light Of You”, é o ponto de concordância entre as influências que coabitam o disco, e caso não fosse seguida por “The Grand Reclamation”, seria a melhor do música do trabalho, com certeza. Essa última, é o momento chave de “Reflections”, a reverência justa a monstros sagrados como Solitude Aeturnus e Solstice. “Cursed Are The Many” talvez seja a música mediana do álbum ou a “menos ótima”, seguida por “Chasmic Sorrows”, um instrumental melancolicamente surreal e impecável – não haveria melhor forma de se fechar um disco tão precioso. Magnífica!

Lançar um disco desse porte e nesse nível tão alto de qualidade, logo no início do ano, chega a ser uma covardia com as demais bandas que ainda o farão. Que tenham muita inspiração, do contrário, o posto de disco do ano já pertence a “Reflections”

Fábio Miloch (Colaborador)

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