Graveyard – “Peace” (2018)

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Graveyard – “Peace” (2018)
Nuclear Blast
#HardRock#ClassicRock

Para fãs de: KadavarBlue PillsRadio Moscow

Nota: 8,0

Ah, os anos 70…. Não há nenhuma dívida que essa década foi uma das mais (se é que não foi a mais) importantes para o Rock n’Roll. Citar aqui nomes que fizeram história nesse período é desnecessário, não é mesmo? E o número de bandas que resgatam essa sonoridade só vem a corroborar essa afirmação. Mas o melhor é que, mesmo buscando essa influência sonora, os grupos tem inserido suas personalidade e características, moldando um estilo bem peculiar. E esse é o caso do Graveyard! Formada em 2006, a banda sueca vem se destacando por apostar nesse híbrido entre os anos 70, a psicodelia e o peso, adicionando ainda, doses generosas de hard rock. Em 2016, o grupo chegou a anunciar o encerramento das atividades, o que, felizmente, foi desfeito em 2017, quando resolveram retomar o caminho do Hard n’ heavy calcado na atmosfera setentista.

“Peace” é o quinto álbum de estúdio do grupo e traz em suas composições aquilo que se tornou uma marca registrada da banda: uma pegada “suja” mas bem tocada e cheia de feeling. Mesmo que de certa forma, o trabalho não tenha a mesma vibração e intensidade de “Hilsingen Blues” (2011), segundo álbum do grupo, “Peace” traz ótimos momentos. “Please Don’t”, lançado como single, mostra uma banda pesada e com leves toques de Black Sabbath, principalmente nos acordes intensos e pesados da dupla Joakim Nilsson (que também responde pelos vocais) e Jonathan Ramm. “Cold Love” tem pequenos traços psicodélicos em suas linhas e mostra o entrosamento da cozinha composta por Truls Mörk (baixo) e Oskar Bergenheim (bateria), assim como “The Fox”, que possui uma bela melodia. Outros bons momentos que merecem destaque são “Del Maniac”, um blues (na linha do grupo, que fique claro) bem estruturado, “Bird Paradise” que nos coloca no máquina do tempo e nos leva de volta àquele período em que a música falava mais alto e “A Sign of Peace”, um “rockão” daqueles, típico do grupo.

Neste quinto álbum, o Graveyard mostra que continua sendo um dos baluartes desse resgate da sonoridade setentista sem que soe datado ou ainda, uma simples cópia do que já foi feito. Ao lado de nomes como KadavarBlue PillsRadio Moscow e até mesmo do Rival Sons, o grupo prova que, como diria o saudoso Chico Science, “modernizar o passado, é uma evolução musical”. Uma frase que reflete bem o momento musical atual.

Sergiomar Menezes

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