
Heathen – “Empire of the Blind” (2020)
Nuclear Blast Records | Shinigami Records
#ThrashMetal, #HeavyMetal
Para fãs de: Exodus, Overkill, Anthrax, Death Angel
Nota: 8,0
Para quem não sabe, esse é o quarto álbum da veterana banda americana da Bay Area, São Francisco, CA, iniciada em 1984, época que surgiram bandas fantásticas do estilo, como por exemplo Metallica, Exodus, Overkill, Slayer, Anthrax e por ai vai. O Heathen tem um diferencial em relação a todas as outras de sua época, a técnica mais apurada e inserções progressivas aqui e ali. Suas músicas eram tipicamente Thrash Metal, com um “q” de Heavy Metal, mas super estruturadas e cheias de passagens intrínsecas.
Lançaram dois álbuns, “Breaking the Silence” (1987) e “Victims of Deception” (1991), e após um hiato de 18 anos voltaram com tudo e gravaram o excelente “The Evolution of Chaos” (2009). Após isso, mais 11 anos se passaram para um novo álbum ver a luz do dia, eis que “Empire of The Blind” nasceu, em plena pandemia. Tudo bem que essa demora meio que se deu, também, por conta da dupla de guitarristas (Lee Altus e Kragen Lum) tocarem juntos por muitos anos no Exodus, após Gary Holt ir para o o Slayer (2013-2019), mas aí é outra conversa.
Temos que pensar em coisas boas no meio desse caos que assola o planeta, e acredito que essa fase sem turnês dá oportunidade para as bandas pensarem em diversos temas e de forma remota, se assim quiserem, gravar álbuns.
Quem gostou do álbum anterior “The Evolution of Chaos”, com certeza vai curtir “Empire of the Blind”, pois esse último é um álbum coeso, com riffs bem trabalhados, esbanjando melodia e backing vocals estruturados, mantendo a dinâmica cadenciada, faixas poderosas, bem gravadas e com o vocal característico de David White que foge da regra “suja” do estilo.
Temos 12 faixas, sendo a primeira “This Rotting Sphere” uma introdução instrumental e a última “Monument to Ruin” um outro totalmente desnecessário a meu ver, pois na minha opinião acho um desperdício de gravação esses tipos de faixas em bandas de Thrash Metal. Numa roda de amigos, você se lembra de alguém falando de alguma introdução maravilhosa num disco de Thrash? Não me vem nenhuma na cabeça.
Meus destaques vão para “The Blight”, com sua pegada bem Exodus atual que até ficamos esperando Steve Zetro Souza centrar e rasgar tudo, “In Black”, com a velha fórmula Thrash Metal bem presente, riffs, palhetadas, melodia vocal, backing vocals impactantes e duetos de solos, a veloz e bem porrada “The Gods Divide” e “Dead And Gone” com seu refrão grudento e todo seu groove descomunal. Aliás, um destaque a parte vai para essa dupla de guitarras com Lee Altus e Kragen Lum, que mostra não só uma coesão, como também muita criatividade e peso nas composições, principalmente Kragen que foi quem compôs praticamente o álbum inteiro sozinho.
É um bom álbum, mas esperava algo com mais energia e não tão cadenciado, mesmo com as participações de Gary Holt e Rick Hunolt (ex-Exodus).
Wilson Yamada





