Helloween – “United Alive In Madrid” (2019)

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Helloween – “United Alive In Madrid” (2019)
Nuclear Blast | Shinigami Records
#PowerMetal#SpeedMetal

Para fãs de Gamma RayMasterPlan , Tomorrow’s Outlook

Nota: 10

A “Pumpkins United World Tour” é nada mais nada menos do que uma das turnês mais importantes da história da música pesada de te todos os tempos. Uma verdadeira aula de profissionalismo, amizade e musicalidade que reuniu Kai Hansen, Andi Deris e Michael Kiske sob a mesma entidade sagrada: o Helloween, a maior banda de Power Metal da história, uma das poucas que consegue adeptos mesmo do lado Black/Death Metal da força. Para coroar o momento, nada melhor que o lançamento do DVD “United Alive In Madrid”, um arsenal de quase 3 horas de duração que mostra o ‘crème de la crème’ dos alemães, sem deixar nenhuma música de fora.

Quem escolheu filmar na capital espanhola acertou na mosca, afinal, ninguém curte um show como os latinos e Andi Deris tratou de presentear o público com longas falas em espanhol: “eu vou comandar um lado da plateia e o Miguel (sic) vai comandar o outro!”, Deris brinca no meio do clássico “I Want Out” (que no final das contas ficou com quase 9 minutos de duração). Um momento de profunda beleza foi na execução de “A Tale That Wasn´t Right”, precedido por Michael Kiske dizendo que “na época dessa música eu queria parecer o Elvis Presley, hoje em dia acabei parecendo o Rob Halford” (convenhamos que o Kiske careca ficou mais bonito…). A canção foi cantada pela dupla em alto e bom som, mostrando o entrosamento da dupla e mostrando para todas as bandas por aí que os fãs vêm sempre em primeiro lugar.

Entre “olê, olê olê olês”, muitas palmas e uma plateia que cantou forte, o DVD apresentou uma ordem bem pensada, com músicas imensas afastadas (começa com “Halloween”, no meio um medley feito para Kai brilhar com “Ride The Sky, ‘Heavy Metal Is The lay etc e no final outro épico monstruoso: “Keeper of the Seven Keys”). O mais legal foi que a banda não terminou a festa com “I Want Out”, depois disso ainda vemos fôlego para a frenética “March of Time”, dentre outras. O som da gravação também está perfeito, sem deixar o barulho que vem da plateia estragar a mixagem, mas também sem omitir os gritos dos fãs, o que deixaria tudo meio artificial.

Por fim, “United Alive In Madrid”, tanto em sua versão CD triplo quanto DVD triplo (lá fora saiu Blu-ray duplo) é um presente para os fãs e simboliza uma nova era para bandas-dinossauro que podem (e devem!) prestigiar seus membros antigos, deixando o passado no passado e entregando o que pode ter sido o melhor dia da vida de muita gente ali no público. Ah, e o tão criticado Power Metal agradece o prestígio e a repercussão!

Gustavo Maiato

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