
Quiet Riot – “Hollywood Cowboys” (2019)
Frontiers Music
#HardRock
Para fãs de: Motley Crue, Ratt, Van Halen
Nota: 7,0
A capa terrível pode até dizer que não, mas houve um salto de qualidade no Quiet Riot que se ouve em “Hollywood Cowboys” em comparação ao que se ouviu dois anos atrás no franzino “Road Rage”. O diferencial talvez seja a participação do vocalista James Durbin nas composições, coisa que não ocorreu no disco anterior devido à sua entrada nos acréscimos do segundo tempo, a tempo apenas de regravar os vocais originalmente registrados por Seann Nicols. Ao cantar material feito para sua voz, Durbin surpreende e se projeta como destaque individual, enquanto as performances de Alex Grossi (guitarra), Chuck Wright (baixo) e do baterista, produtor e dono-da-porra-toda Frankie Banali, ainda que muito boas, não ultrapassam a linha do esperado.
O repertório, também ao contrário do que ocorre em “Road Rage”, é consistente e, de certo modo, capaz de rivalizar com os trabalhos menos festejados, mas nem por isso ruins, da era Kevin DuBrow. A temática parece girar em torno do Velho Oeste, estabelecendo paralelos com os dias de hoje, mas as letras não são dignas de estudo de caso ou dissertação de mestrado. Sua linguagem preza pelo acessível, fator determinante para o bom aproveitamento de um disco de hard rock.
E já que a palavra do dia é acessibilidade, o Quiet Riot não poderia ter escolhido dobradinha melhor para lançar como prévias: “Don’t Call It Love” e “Heartbreak City” são do tipo que fincam raízes nos ouvidos e nos poem para cantar imediatamente. Já “In the Blood”, anabolizada com um videoclipe inspirado no Western “Três Homens em Conflito” (1966), aponta para outros horizontes, onde a obviedade perde um pouco de latência — coisa que se repete na blueseira “Roll On” e em “Last Outcast”, que parece antecipar a saída de Durbin para a entrada de Jizzy Pearl, que ocupou o posto de 2013 a 2016, com o disco ainda no prelo. Força, Banali!
Marcelo Vieira





