
#PowerMetal, #HeavyMetal
Nota: 9,0
(Nota do Redator-Chefe) O novo trabalho do Helstar está sendo lançado internacionalmente seu novo EP, “Clad In Black” em formato CD duplo pela gravadora Massacre Records e, também, nesse mesmo formato no Brasil pela Hellion Records Brazil, onde o segundo CD trata-se do álbum anterior, “Vampiro” (2016), na íntegra, já que na época de seu lançamento não teve uma boa divulgação e distribuição. Como já tínhamos resenhado “Vampiro” no mês de seu lançamento, resolvemos colocar a resenha atualizada junto de “Clad In Black”, para dar a todos os fãs/leitores uma maior ideia de todo o material.
O Helstar é uma banda de Power/Heavy Metal norte americana que está na pista desde 1982, e tiveram certo destaque nos anos 80 com álbuns consistentes como seu debut “Burning Star”(1984) e “Distant Thunder” (1988) com aquele metalzão estilo americano flertando com o Power Metal. Após um hiato devido a saída (que de fato, nunca chegou a ser confirmada oficialmente) de seu vocalista James Rivera, que já passou por várias bandas donde se destacam Seven WitcheS e Vicious Rumors, a banda retorna com a compilação de regravações antigas “Sins of The Past” e seguindo do ótimo “The King of Hell” com um som bem mais pesado e o vocal de James afiadíssimo. Dali em diante, seguiram-s bons discos até este EP “Clad In Black”, que terei o prazer de falar sobre com vocês.
A primeira de suas seis faixas (três inéditas e três covers) se chama “Dark Incarnation (Mother of the Night)” e esta já é uma das minhas músicas favoritas do ano! Ela é pesada, densa, atmosférica e com incríveis mudanças de andamentos e ritmo, e o vocal do James lembra em vários momentos o saudoso Warrel Dane (Sanctuary, Nevermore) e Tim Aymar (Control Denied, Angband). O refrão dela tem o belíssimo contraste da voz melodiosa e sombria com um riff pesadão criando um clima bem denso, muito boa mesmo.
“Black Wings of Solitude” é uma balada que nos remete imediatamente a “Children of The Damned”, do Iron Maiden, inclusive a influência de Bruce Dickinson é latente no vocal e nos riffs, mas não se trata de uma mera cópia. A música é belíssima e os solos de Larry Barragán são também o destaque da canção. Ah sim, esta tem um clipe muito bom também!
Agora, em “Across the Raging Seas” voltamos ao Power Metal americano com mais uma música bem variada e acelerada com ótimos vocais, riffs e solos.
Falando dos covers, eu sinceramente só acho válido gravar e lançar um cover quando você imprime suas características na música, e quando você escolhe um clássico absoluto do metal, como “Painkiller” ou “Master of Puppets”, a responsabilidade vai lá nas alturas. Felizmente, ao escolher “Restless and Wild”, do Accept, o Helstar entrega uma versão que, ainda que fiel à original, conseguem aplicar um pouco da sua identidade e fazer uma versão contemporânea e digna deste clássico.
Já em “After All (The Dead)”, oriunda do “Dehumanizer” do lendário Black Sabbath com Dio nos vocais, a banda se saiu ainda melhor, pois tanto a música como o vocal caíram como uma luva ao estilo do Helstar. Ótima versão!
“Sinner” do Judas Priest foi a escolha para fechar o disco, e esta foi a mais fraca das versões, na minha opinião. Mas ainda assim, feita com competência fechando este ótimo EP.
As canções inéditas apresentadas aqui levantam nossas expectativas para o próximo full lenght, e se vierem neste nível de qualidade teremos um disco candidato a melhor do ano. Ao menos na minha lista.
Thiago Barcellos
Helstar – “Vampiro” (2016)
A sonoridade mais moderna e mais agressiva que a banda vem adotando desde sua retomada na carreira há 15 anos atrás, particularmente me agradou e muito.
O que já era bom, ficou ainda melhor e mais atual, com uma sonoridade vibrante transitando entre uma mistura híbrida de Judas Priest (no auge) com Nevermore, principalmente nos vocais do magistral James Rivera e dos riffs arquitetonicamente técnicos e bem elaborados da dupla Larry Barragán e Andrew Atwood. Falando em Andrew, parece que já faz parte da banda há décadas tamanho desenvoltura e criatividade tanto na composição como na execução de suas partes.
Na parte lírica, “Vampiro” nos remete à temática do clássico “Nosferatu” (1989), o que deixaria qualquer fã de carteirinha sedento em ansiedade por mais histórias de horror. Outras particularidades que acompanham a banda atualmente são influências claras de Power Metal (sem ‘espadinha’) e Thrash Metal nítidos, com muitos andamentos ora rápidos ora cadenciados.
Posso afirmar que “Vampiro” é um dos álbuns onde Larry Barragán mais se soltou como compositor e guitarrista ao meu ver, abrilhantando ainda mais a audição já que é um BAITA de um músico que deveria ser mais reconhecido mundialmente, sem contar que é uma pessoa incrível!
O começo de “Awaken Unto Darnkess” lembram, e muito, Slayer e “Malediction” é Judas Priest purinho! Tem como não gostar disso? Nem a pau!
Destaques ficam por conta das cacetadas “Off With This Head”, “From The Pulpit To The Pit” e “Repent In Fire” (reparem no refrão dessa faixa, pois lembra muito “Blood In, Blood Out”, do Exodus) onde são impossíveis de se ouvir apenas uma vez!
Mais um grande disco dessa lenda!!
O Helstar é uma banda que sabe muito bem como contar histórias de vampiros, mas vejam bem, aqui são vampiros de verdade e não as “borboletas” que vem sendo chamadas de vampiros nesses filminhos/séries mela cueca atualmente. Comprem sem medo e que venham muitos e muitos discos como esse!
Johnny Z.





