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Hypocrisy – “Abducted” (1996) (Relançamento 2023)

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Hypocrisy – “Abducted” (1996) (Relançamento 2023)

Nuclear Blast | Shinigami Records
#Deathmetal #MelodicDeathMetal

Para fãs de: Dismember, Entombed, Paradise Lost, At the Gates

Texto por Ricardo L. Costa

Nota: 8,5

Uma banda renascida sob um novo propósito, totalmente renovada em sua essência e sua sonoridade. Se “The Fourth Dimension” foi a transição, “Abducted” foi a consolidação, o início de uma nova era para o Hypocrisy.

 Aqui, a mudança chega a ser explícita, mas não se desespere caso você ainda desconheça o trabalho em questão: é música pesada, no entanto, um tanto mais refinada, intrincada e…bela. Sim, “Abducted” é um disco bonito e intrigante em toda sua magnitude.

Peter Tägtgren (vocal e guitarra), mostrou-se um músico e compositor realmente talentoso, a frente de seu tempo, por ampliar o espectro alcançado pelo Death Metal. Isso não era tão comum naquela época; além disso, deixou escancarar seu apreço por temas referentes à ovnis e vida extraterrestre (não à toa o título do álbum é “Abducted”, que em bom português significa “sequestrado”, “abduzido”).

Envolto em uma excelente e cristalina produção, o repertório do disco flui e se complementa muito bem. Apesar de não se tratar de um álbum conceitual (pelo menos até onde eu sei), cada faixa se conecta umas com as outras, contemplando uma audição homogênea e empolgante.

Ainda mais melódico que seu antecessor, porém fazendo o uso correto deste artifício, “Abducted” é composto por peças de destaque como a famosa “Roswell 47”, a quase Black Metal “Killing Art”, acompanhada na sequência pelo Doom melódico de “The Arrival of The Demons – pt. 2”. A breve faixa-título também se sobressai, trazendo um pouco daquele vigor tradicional em forma de rapidez, peso e brutalidade, para que tudo isso seja dissipado na sequência com a melancolia climática de “Paradox”.

Enfim, eu não estava totalmente familiarizado com “Abducted” até então, no entanto, sendo incumbido de analisá-lo, pude perceber que temos em mãos um belo trabalho: grandioso, de certa forma complexo, variado e, acima de tudo, genuíno, fruto da mente privilegiada e talentosa de seu líder. Um disco marcante na história do Hypocrisy e da música pesada como um todo. Vale muito a pena conferir!

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