Ibridoma – “City of Ruins” (2018)

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Ibridoma – “City of Ruins” (2018)
Punishment 18 Records
#ClassicMetal#MelodicMetal

Para fãs de: Queensrÿche, Cerberus

Nota: 8,0

Este é o quinto álbum de trabalho do quinteto italiano Ibridoma, que mantém sua agenda de lançamentos bienais desde o primeiro álbum full-length, homônimo, em 2010. A banda, fundada em 2001, tem pouco a pouco conquistado seu espaço no cenário, trazendo em seu currículo turnês ao lado de grandes nomes como Kamelot, Rhapsody of Fire, Sabaton, Queensrÿche, e os tupiniquins do Almah.

Para quem faltou às aulas de biologia, hibridoma é uma linhagem celular, produto da fusão de linfócitos B e células de mieloma, que produz anticorpos artificialmente em grande escala. Da mesma forma, o Ibridoma traz um metal tradicional peculiar, que se funde a elementos do power e do death, criando uma sonoridade particular e única, com claras influências de nomes díspares entre si, como Kamelot, Queensrÿche e Megadeth. A banda prefere se aventurar pelos mares seguros das músicas com refrões e melodias grudentas, e trechos em coro para a voz do público (convenhamos, não há gênero que faça melhores “whoa-whoa” do que o heavy metal).

“City of ruins” é um álbum que vem para coroar essa singularidade sonora com maestria. Pelo lado técnico, a produção do álbum está impecável. A mixagem torna a experiência com fones de ouvido visceral e poderosa. Baixos perfeitamente equalizados, guitarras com punch e efeitos na medida certa, e vocais que rasgam sem ofuscar o instrumental. Muito disso se deve ao ótimo trabalho do vocalista Christian Bartolacci, cujo sotaque e pronúncia adicionam um efeito característico e único à voz, bem como o cenário costuma exigir.

O álbum flui naturalmente entre canções curtas, mas preenchidas, características, e que passam sua mensagem com competência. Os destaques ficam para a faixa-título “City of Ruins, o hino “Evil Wind”, e a magistral power ballad “I’m Broken”. Um ótimo trabalho dos italianos, entregando um álbum bastante acima da média para o que temos ouvido nos últimos tempos.

Will Menezes (Colaborador)

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