Iconic – “Second Skin” (2022)

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Iconic“Second Skin” (2022)
Frontiers Music
#ClassicRock, #HardRock

Para fãs de: Whitesnake, Stryper, Blue Murder, Inglorious

Nota: 7,0

Eu ouvi “supergrupo”? SIM! Eu ouvi “Frontiers”? SIM! Eu ouvi “Alessandro Del Vecchio”? SIM!

Lá vamos nós de novo…

Com um elenco estelar: Michael Sweet (Stryper, Sunbomb, solo: vocais, guitarras e vocais de apoio), Joel Hoekstra (Whitesnake, TSO, Night Ranger: guitarras), Marco Mendoza (Whitesnake, Blue Murder, Soul Sirkus, Black Star Riders, The Dead Daises: baixo), Nathan James (Inglorious, TSO: vocais) e Tommy Aldridge (Ozzy Osbourne, Ted Nugent, Whitesnake, Manic Eden, House Of Lords: bateria) era óbvio que a expectativa seria GIGANTESCA, mas aí entra em cena Alessandro Del Vecchio nos teclados, co-composição e co-produção….

Albert Einstein dizia “insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”. Então escondi minha insanidade e resolvi insistir torcendo para Einstein estar errado.

“Second Skin” ganhou alguns pontos comigo quando eu soube que a maioria das composições ficou a cargo de Hoekstra e Sweet e a produção foi dividida entre Del Vecchio e Sweet, que também fez as melodias vocais e arranjos. Quem sabe eu não exclua o ICONIC do “gerador aleatório de bandas com músicas iguais” da Frontiers? Vamos ver…

Claro que com tantos “Whitesnakes” na formação o som não poderia deixar de remeter à banda e com dois guitarristas no comando das composições era óbvio que teríamos riffs agressivos e solos furiosos, mas Iconic em seu álbum de estreia não é um mero clone, apesar do estilo e influência serem inconfundíveis.

Como destaque temos a selvagem “Run (Fast As You Can)” apresentando o cruzamento de Whitesnake/Stryper para o mundo com os vocais compartilhados de Sweet e James. Uma canção feroz e matadora aonde todos, sem exceção, brilham. A soberba e impactante “Ready For Your Love” que canaliza as influências da banda. Em um mundo perfeito ela seria conhecida por toda a Via Láctea. A faixa-título é outro petardo. Temperada com o “quê” das grandes canções, essa é uma ode à “Still Of The Night” (escute e você entenderá). “Nowhere To Run” é outro petardo explosivo.

No restante as canções cheiram muito a Del Vecchio e soam parecidas com um monte de outras coisas da Frontiers. Nem mesmo o trunfo dos vocais compartilhados as fazem se destacar.

Iconic possui músicos absurdamente capacitados (Tommy Aldridge é um show à parte e Joel Hoekstra está “on fire”), muita influência dos anos 80 e composições, arranjos e produção modernos, mas, no geral, apesar de ser acima da média, somos apresentados ao que normalmente estamos acostumados de um supergrupo da Frontiers. Sábio Einstein…

João Paulo Gomes

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