
Illumishade – “Eclyptic: Wake of Shadows” (2020)
Independente
#SymphonicMetal, #ModernMetal
Para fãs de Cellar Darling, Eluveitie
Nota: 10
Quando a árvore é boa, bons frutos são colhidos regularmente colheita após colheita. Depois que o Cellar Darling brotou do Eluveitie, mais um spin off surgiu, dessa vez encabeçado pela vocalista Fabienne Erni e pelo guitarrista Jonas Wolf. O fruto em questão ganhou o nome de Illumishade e no disco de estreia, “Eclyptic: Wake of Shadows”, a proposta foi bem diferente do folk/death de sua árvore-mãe. Ao contrário, as 13 faixas possuem sim o peso das guitarras e o vozerão de Fabieinne, mas o clima é mais direto ao ponto, com melodias mais chiclete.
Durante o tracklist, algumas faixas se destacam, como “Tales of Time”, que conta com Chrigel Glazmann, o vocal e líder do Eluveitie (tinha que dar uma moral para o patrão do emprego principal). Já “Crystal Silence” e principalmente “Rise” têm uma interpretação muito bonita de Fabienne. Uma jogada inusitada foi alternar pequenas faixas de 2 minutos no meio das músicas maiores, assim vários riffs e passagens instrumentais conseguiram ser encaixadas, funcionando como pontes entre as faixas mais longas.
Mais para o final, “World´s End” sintetiza o clima de “Eclyptic”, acertando precisamente no peso dos riffs de Jonas, adicionando sintetizadores, uma bateria meio quebrada e dando espaço para os vocais de Fabienne brilharem. Assim, o álbum consegue mostrar essa outra face artística dessa parte do Eluveitie, como um fruto de gosto diferente, que guarda as mesmas raízes da árvore-mãe, mas procura outros ingredientes para se alimentar e ter sua própria identidade.
Gustavo Maiato





