Immortal Synn – “Force Of Habit” (2021)

Immortal synn
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Immortal Sÿnn“Force Of Habit” (2021)
Independente
#HeavyMetal, #ThrashMetal

Para fãs de: Judas Priest, Nuclear Assault, Exodus, Living Death

Nota: 9,0

Confesso que não conhecia a banda e a audição me surpreendeu positivamente. Uma banda relativamente nova formada em 2004, e este é seu segundo álbum, o anterior é de 2017 para quem quer ir atrás, se chama “Machine Men”.

Immortal Sÿnn é de Denver, CO, Estados Unidos e, entre tantas bandas novas, consigo escutar influências que vão de Nuclear Assault, Judas Priest, Exodus e até mesmo NWOBHM, mas basicamente Heavy Metal tradicional e um pé no Thrash Metal.

Ao escutar a primeira música, parece que o tom do CD já está definido, ledo engano. A audição é agradável e no decorrer da audição a banda apresenta elementos variados com todos seus ótimos integrantes mostrando o que sabem, num crescendo organicamente faixa a faixa.

Os vocais são bem interessantes, mesclando o tradicional e o moderno de forma bem coesa, onde você consegue ouvir referências de várias bandas que eu particularmente gosto muito.

O vocalista Duel Shape, que se juntou recentemente a banda, tem um estilo fortemente influenciado por bandas de Hair Metal dos anos 80. Aliás, todos os membros da banda contribuem com os vocais para este disco e, em alguns casos, desempenham funções principais, como em “The Mailman Song”, onde Tony Z (guitarra) assume essa posição.

Um ponto interessante é que alguns podem achar que é cópia, um apanhado de tudo o que já fizeram por ai, mas tenha muita atenção, abra sua mente e escute pensando na diversão que deve ter sido gravar esse trabalho, assim como é divertido escuta-lo.

Alguns destaques vão para a pesada, poderosa e tipicamente Thrash, “The Ballad of Marvin Hemmever”, uma das minhas preferidas, onde o termo headbanger faz realmente sentido! Baita som! “The Mailman Song” é um intervalo curto e muito estranho, uma junção de baixo e guitarra que de repente trás a lembrança de “Hang The Pope”, do bom e velho Nuclear Assault. “Fight the Prince” tem ótimos riffs, backing vocal, vocal claro e límpido, bateria com dois bumbos, sendo uma das mais “metalzonas” na sua essência.

É um álbum que fica interessante à medida que as faixas vão avançando, vale muito a pena a audição. Confira!

Wilson Yamada

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