Bark – “Written in Stone” (2020)

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Bark“Written in Stone” (2020)
Sound of The Hound Records
#GrooveMetal, #DeathMetal #DeathNRoll

Para fãs de: Midnight, Six Feet Under, Carcass (mais atual)

Nota: 8,0

É sempre bom ouvir um álbum que mistura Groove, Thrash e Death ‘n’ Roll porque essa junção de estilos agrada a maioria dos ouvintes. E isso acontece no álbum “Written in Stone” da banda belga Bark.

Com esse lançamento eles não reinventaram o Metal Extremo, mas trouxeram um álbum conciso, de fácil assimilação e que praticamente obriga o ouvinte abrir uma cerveja para acompanhar o som pesado, rápido e com algumas pitadas de Pantera, até o final.

A produção ficou a cargo do produtor e guitarrista da banda, Martin Furia, sendo conhecido por nós brasileiros como produtor dos dois últimos da Nervosa. Junto de seu companheiro de banda, o guitarrista Toon Huet, produziu um álbum limpo, onde é possível ouvir todos os instrumentos de forma clara, mesmo com a sujeira do estilo sendo colocada em doses exatas. A capa foi feita pelo artista brasileiro Alcides Burn, que conseguiu utilizar essa mistura de elementos sonoros na sua arte, que traz essa diferença de cores se misturando para formar um desenho único, marcante e que passa o peso do álbum.

O álbum abre com a pedrada, lançada como single, “I’m a Wreck” que traz toda a velocidade do disco logo de cara. Com um refrão grudento, é um ótimo convite para cantar junto enquanto bate a cabeça. A cozinha formada pelos irmãos Van der Straeten segura o ritmo para que as guitarras despejem riffs e solos incríveis, com o vocal insano de Ron Bruynseels detonando.

A faixa-título é outra para bater a cabeça, com o baixo sendo destaque por sua levada pesada e que acompanha a bateria de uma forma incrível. Ela conta com um solo melódico que remete ao bom e velho Judas Priest, com suas guitarras gêmeas.

“They Are All Dead” é mais cadenciada, mas não perde o peso das outras faixas. O baixo e a bateria ditam o ritmo da faixa, que conta com um dos melhores solos do álbum. O mesmo acontece com “Chain Reaction”, em uma junção de todos os elementos das outras faixas, o que faz dela um ótimo exemplo para se indicar na primeira audição.

O álbum é recomendado a todos que gostam de um som pesado, com agressividade e melodia. Como dito anteriormente, eles não reinventaram o gênero, mas manteve-o em alta com esse ótimo lançamento.

Lucas David

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