
Inglorious – “Heroine” (2021)
Frontiers Music
#HardRock, #ClassicRock
Para fãs de: Monster Truck, Black Stone Cherry
Nota: 8,5
Depois de “We Will Ride”, um dos melhores álbuns de 2021 “IMHO”, o Inglorious, mantendo a formação do álbum anterior: Nathan James (vocais), o baterista Phil Beaver, Danny Dela Cruz e Dan Stevens (guitarras) e o brasileiro Vinnie Colla no baixo, lançou seu segundo álbum no mesmo ano, “Heroine”, uma homenagem as artistas femininas do Pop e do Rock, como: Whitney Houston, Tina Turner, Heart, Joan Jett, Miley Cirus, Christina Aguilera e Halestorm, entre outras.
As gravações aconteceram em meio ao isolamento social causado pela pandemia: vozes e bateria foram registradas em estúdio, enquanto guitarras e baixo foram captados pelos próprios músicos em casa.
Mas por que fazer covers dessas artistas? Nathan James responde: “As pessoas acham que os cantores que são meus ídolos são homens do rock e do blues, mas não poderiam estar mais errados. Cada uma dessas artistas me inspirou como performer, compositor, cantor ou pessoa. Seja a voz invencível de Whitney, o carisma de Tina, a honestidade de Alanis, a intensidade de Lizzy ou o controle de Amy Lee”.
Mas as escolhas e releituras de “Heroine” acertam ou alvo ou não? Afinal de contas um álbum de covers é uma faca de dois gumes, pois não basta apenas talento já que muitas outras variáveis, como repertório, arranjo, etc., estão presentes. Será que o Inglorious conseguiu capturar o espírito dos originais e ainda colocar sua própria identidade?
É preciso ter a mente aberta para escutar essas versões, mas não há como se arrepender. Por exemplo “Queen Of The Night” (Whitney Houston) abre o álbum com um punch absurdo, riff matador, vocais incríveis e um groove de tirar o fôlego sem perder a essência da canção, ou “Nutbush City Limits” (Tina Turner) que mantém sua identidade por baixo do hard rock anos 70 e um piano rhythm & blues (que cozinha sras e srs!), ou ainda a mágica versão de “Bring Me Back To Life” (Evanescence) (repare nos vocais de apoio de JSS), ou mesmo “Uninvited” (Alanis Morissette) elevando emoção e angústia originais e não vamos esquecer da versão de tirar o fôlego de “Time After Time” (Cindy Lauper) na qual a banda incrivelmente opta por uma entrega minimalista e intimista. Emocionante! Isso tudo sem contar as incríveis versões da “nova safra” de Miley Cirus, Avril Lavigne e Christina Aguilera.
Em um perfeito trabalho de interpretação e performance individuais acima da média, “Heroíne” traz uma abordagem destemida, mostra a profundidade do talento desses músicos e é um passeio diabolicamente delicioso e cheio de alma. Uma homenagem digna!
João Paulo Gomes







