Inglorious – “Ride To Nowhere” (2019)

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Inglorious “Ride To Nowhere” (2019)
Frontiers Music
#ClassicRock#HardRock

Para fãs de: RainbowWhitesnake/David CoverdaleBad CompanyBlack Sabbath

Nota: 8,5

Dizer que o Inglorious é o que de melhor há em temos de oxigenação da elegância britânica no Heavy Rock não é nenhum exagero.

Seus dois primeiros álbuns falam por si ao mesclar, com o frescor da modernidade, cânones do Hard Rock setentista como Rainbow, Whitesnake, Bad Company e Led Zeppelin.

Neste contexto, se “Inglorious II” (2016) era apenas uma continuação da proposta de “Inglorious” (2017), não só nominal, mas também musical, “Ride To Nowhere” chega para mostrar uma maturação da personalidade da banda dentro de sua abordagem tradicionalista, e uma faceta mais cerebral em suas composições. E das onze aqui apresentadas, é fato que três são mornas, previsíveis e quebram um pouco o clima do álbum. Mas o restante vale muito a pena!

Não que a banda tenha evoluído vertiginosamente em termos de composição, ou tenha ousado fora de suas fronteiras bem delimitadas. Mas o padrão das composições ainda é alto!

Basta uma conferida em faixas como “Where Are You Now” (a abertura que já vale o disco), “I Don’t Know You” (à lá Rainbow), “Tomorrow” (Whitesnake até a alma), “Time To Go” e “While She Sleeps” (com arranjos diversificados), para justificar essa afirmativa, e perceber que tudo na geometria musical do Inglorious permanece remetendo à época de ouro do Rock. E como canta esse Nathan James! Suas linhas vocais são seguras, técnicas e emocionais (ouça a balada acústica “Glory Days”).

A produção de “Ride to Nowhere” foi eficiente em enaltecer a adrenalina na hora certa, e a banda em tentar fugir de certas facilidades e estratagemas para criar a envolvência de certas músicas, mesmo que, no geral, ainda usem riffs grandiloquentes e linhas vocais cheias de cacoetes “coverdaleneanos”, sustentados pela seção rítmica forte que guia as variações de velocidade e peso. Aliás, aqui, cabe um elogio ao baixo de Colin Parkinson, com timbre robusto e muito além de simplesmente tapar os buracos.

O Inglorious continua sem trazer nada de novo, mas mostra em “Ride To Nowhere” que permanece evoluindo e buscando inserir mais personalidade ainda em suas claras influências.

Marcelo Lopes Vieira

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