
Jim Peterik & World Stage – “Winds of Change” (2019)
Frontiers Music
#MelodicRock
Para fãs de: Survivor Band, Journey, Foreigner, 38 Special
Nota: 8,0
Jim Peterik é a mente musical por trás de nomes como Survivor e Pride of Lions, entidades do AOR/Melodic Rock, e por várias décadas tem composto momentos inesquecíveis do rock, seja para suas bandas (“Eye Of The Tiger” que o diga) ou em coautoria om outros artistas (como “Heavy Metal”, junto a Sammy Hagar, ou “Caught Up In You” para o .38 Special).
Até por isso, ninguém melhor do que ele para lançar um álbum como “Winds of Change”, reunindo composições suas em colaboração com nomes relevantes dentro do Melodic Rock, como Dennis DeYoung (ex-Styx), Matthew e Gunnar Nelson, Kelly Keagy (Night Ranger), o velho conhecido Toby Hitchcock (Pride Of Lions), Danny Vaughn (Tyketto), Mike Reno (Loverboy), Kevin Cronin (REO Speedwagon), e Jason Scheff (ex-Chicago), dentre os principais.
Ou seja, um time de peso no que concerne a grandiloquência melódica.
Na verdade, “Winds of Change” já é o segundo capítulo do projeto Jim Peterik & World Stage, cuja ideia inicial estava ligada a uma colaboração não somente musical, mas também espiritual entre os artistas envolvidos.
Se essa colaboração de fato ocorreu no campo espiritual não posso dizer, mas o resultado musical de “Winds of Change” é tão interessante quanto o primeiro trabalho, principalmente nos arranjos vocais que estão brilhantes. Claro que o peso do álbum está concentrado em “Love You All Over The World”, um registro inédito do saudoso vocalista Jimi Jamison. Uma bela balada que faz jus ao seu legado! E talvez aí esteja o momentos mais emocionante de “Winds of Change”.
A faixa título abre o trabalho remetendo aos bons tempos do Survivor, mas o primeiro destaque vem na sequência, com a energética “Without A Bullet Being Fired” (com Mike Reno), seguida de perto pela oitentista “Home Fires” (com a cara do Pride of Lions, pois traz a voz de Toby Hitchcock), pela balada “Just For You” (com a cara do Reo Speedwagon), pela determinação Hard Rock de ” The Hand I Was Dealt” (melhor do álbum e com belíssimo trabalho vocal de Danny Vaughn), e pela balada “You’re Always There” que vai matar a saudade dos fãs do Chicago.
Em geral, temos a classe melódica tradicional de Jim Peterik, em movimentos que esbarram com a mesma força no Hard Rock e no AOR/Pop, resultando numa festa recheada de convidados ilustres, que vai agradar seus fãs e os amantes do gênero, porém, não traz nada de brilhante ou de tirar o fôlego em termos de criatividade e composição.
Marcelo Lopes Vieira





