Johnny Gioeli – “One Voice” (2018)

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Johnny Gioeli – “One Voice” (2018)
Frontiers Music
#MelodicRock#HardRock

Para fãs de: HardlineJourneyAxel Rudi Pell, Gioeli/Castronovo

Nota: 8,5

Certamente Johnny Gioeli vive uma de suas melhores fases da carreira. Tanto em qualidade, quanto em quantidade. “One Voice”, seu primeiro disco solo, seria o terceiro disco que traz sua voz como protagonista só em 2018 (ele já lançou “Knights Call”, com Axel Rudi Pell, e o ótimo “Set The World On Fire”, do projeto Gioeli/Castronovo, ao lado do bateria Deen Castronovo).

Não só isso, todo este trabalho árduo reflete também que Gioeli está na melhor forma de sua voz, dona de uma personalidade amadurecida, total controle de sua amplitude, além de técnica cativante. Fato comprovado nas onze composições deste “One Voices”.

Com a destreza dos maiores vocalistas do Rock/Metal, Gioeli saca soluções e harmonias de suas bagagem de mais de vinte e cinco anos de carreira, criando um disco versátil e interessante por não ser mais do mesmo do que ouvimos em seus outros trabalhos, mas sem descaracterizar sua essência musical (ouça a faixa-título e a ótima “Deeper” e você vai entender o que quero dizer).

Existem baladas emocionais (“Price We Pay” é belíssima), refrãos infalíveis, faixas guiadas por riffs e ganchos saborosos (aliás, o trabalho do guitarrista Eric Gadrix é primoroso), e todo o seu legado melódico que vai do Hardline ao menos comentado Crush 40 (como em “Hit Me Once, Hit Ya Twice”) de forma renovada. “Drive” e “It” colocam todas estas cartas na mesa de saída!

Acredito que para quem já se cansou da fórmula com que Axel Rudi Pell imprime um disco atrás do outro, e queria ver Gioeli em algo mais dinâmico, porém ainda guiado pela guitarra, este trabalho é uma ótima pedida! A começar pela produção orgânica e menos lapidada (à cargo de Alessandro Del Vecchio, onipresente no universo da gravadora italiana Frontiers), com timbragens vibrantes e vívidas que energizam destaques como “Running”, “Let Me Know”, e “Out of Here”.

E vou além. Creio que a única voz capar de rivalizar atualmente com Jorn Lande, em termos técnicos e de feeling, seja Johnny Gioeli, e “One Voice” só reforça essa crença.

Marcelo Lopes Vieira

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