Khemmis – “Deceiver” (2021)

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Khemmis“Deceiver” (2021)
Nuclear Blast | Shinigami Records
#HeavyMetal, #DoomMetal

Para fãs de: Pallbearer, Candlemass, Spirit Adrift, Mastodon

Nota: 8,0

Com 10 anos de carreira, o grupo americano lança seu quarto álbum de estúdio, complementando ainda mais sua discografia que também conta com 3 EPs e um Split com o excelente grupo Spirit Adrift (que tem resenhas de seus trabalhos aqui no Metal na Lata).

O presente álbum se inicia com “Avernal Gate” que começa com um belíssimo violão, seguido por bons riffs de guitarra e uma violenta bateria. Após este momento de introdução, aparecem riffs mais lentos tendendo ao Doom Metal, acompanhados de um vocal muito bom e melódico, lembrando em alguns momentos, um pouco do Michael Kiske do Helloween.

“House Of Cadmus” tem um início sombrio, com guitarras sem distorção e é bem puxada ao doom. Mais ao meio, as guitarras com afinação bem pesada chamam a atenção e, em alguns momentos ao fundo percebe-se uma parte acústica que combinou bastante. Além disso, vocais guturais aparecem, dando ainda mais peso à música.

A faixa mais longa de todo álbum é “Shroud Of Lethe”, (de quase 08 minutos e meio de duração) que tem desde uma parte bem “limpa”, meio “arrastada”, que é seguida por uns riffs mais pesados em determinados momentos e possui belos solos.  “Obsidian Crown” também é puxada para uma parte mais melódica que em certos momentos parece cansativo. Porém, por mais que o grupo também seja classificado como Doom Metal, não se tem aqueles riffs 2 batidas por minuto, possuindo até mesmo momentos mais rápidos e bons.

O álbum de encerra com “The Astral Road”, que começa de modo de muito lento, guitarra limpa, dando uma sensação de que seria uma insuportável. Contudo, ao passar um pouco para frente, tem uma pegada mais rápida e bem audível. Mais ao meio tem-se um dos melhores riffs de todo o disco. “Deceiver” tem aproximadamente 41 minutos de duração divididos em apenas 6 músicas, podendo soar cansativo as vezes, mas basicamente durante todas as faixas é possível perceber pontos altos e pontos baixos, então sempre tem algo que pode se aproveitar.

Caio Siqueira Iocohama

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