
Kill Procedure – “Brink Of Destruction” (2017)
FC Metal
#HeavyMetal, #ThrashMetal
Para fãs de: Winters Bane, Megadeth, Testament, Cacophony, Annihilator
Nota: 8,5
Primeiramente vamos deixar claro que esse álbum não se trata de material novo, mas sim um álbum gravado em 1995 pelo Winters Bane logo após a saída de Tim Ripper Owens (vocal) que foi para o Judas Priest. O líder e guitarrista Lou St Paul, na época, gravou-o de forma independente, mas o engavetou para um possível projeto paralelo o que acabou não acontecendo, já que em 1997 a banda retornou com uma nova formação e gravou “Girth”.
22 anos de espera e somente agora “Brink Of Destruction” vê a luz do dia na forma de uma “nova” banda, já que atualmente Lou chamou seus ex-parceiros Kelly Conlon (baixo) e Jeff Curenton (baterista) para essa nova jornada. Mesmo sabendo que o line-up da gravação do álbum foi outro, e que duas décadas de tecnologia foram emancipadas nesse tempo, isso não significa queda de qualidade, pois o que escutamos aqui é Thrash/Heavy Metal com muita consistência.
Logo na primeira audição das 11 faixas que fazem parte do álbum, notamos uma fortíssima influência de Megadeth, até mesmo nos vocais de Lou que se parecem muito com os de Dave Mustaine, só que não tão “esganiçados” ou roucos, vide na ótima e melancólica faixa “Trioxynon”.
Quando falamos em Thrash, a primeira coisa que vem as nossas mentes é algo mais “esporrento” e “sujo”, mas nesse caso as melodias aqui presentes nos remetem muito mais aos belíssimos fraseados e riffs de guitarra de “Rust In Peace” (Megadeth) ou “Alisson Hell” (Annihilator).
A produção crua, simples, mas correta da época só deu maior evidência ao lado mais tradicional do estilo, trazendo mais uniformemente as influências do Heavy Metal e Speed Metal clássico à obra, como na excelente “Mask Of The Villain”.
Se é para fazer um breve resumo do que o Kill Procedure nos apresenta nesse álbum é uma boa mistura de Testament dos tempos de “The Ritual” (1992), com o brilhantismo atemporal do Cacophony, peso e estrutura do Megadeth no já citado “Rust In Peace”, boas doses clássicas do Heavy Metal Tradicional e solos/riffs/mudanças de ritmos anárquicos de Jeff Waters (Annihilator).
Como outros destaques cito, também, as pesadíssimas “Spells Death”, “Hate Spilled Over” e “Bone Head”, que farão alegria dos amantes daqueles riffs mais “classudos”, palhetados e ganchudos.
Um trabalho honesto e que merece ser conferido. Esperamos que essa “nova velha” banda vingue e que nos traga mais bons frutos como esse.
Johnny Z.





