Legacy Of Kain – “Paralelo XI” (2019)

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Legacy Of Kain – “Paralelo XI” (2019)
Independente
#GrooveMetal#ModernThrashMetal#MelodicDeathMetal

Para fãs de: PanteraSlipknotArch EnemyMeshuggah

Nota: 9,0

Músicos com mais de 20 anos de carreira dentro do Metal nacional tem que ter colhão de sobra para aturar essa cena doente e hoje em dia se segregando mais e mais por causa de política/políticos que cagam e andam para seus defensores/militantes. Tudo hoje é regado a essa merda MALDITA de assunto e o pouco de união que tínhamos foi para as cucuias. O pior de tudo é que o principal assunto, que deveria ser a música, virou apenas um apêndice. Palmas para Karim Serri, que esta na ativa a todo esse tempo e desde 2016 formou o Legacy Of Kain, e a todos que aguentam esse tranco!

“Paralelo XI”, segundo álbum desses curitibanos virados no “jiraya”, vocês entenderão mais para frente, mostra que a trinca técnica, melodia e agressividade funciona muito bem obrigado. Aqueles que acham que uma banda amansa o som só por causa dos dois primeiros devia levar uma surra para quem sabe um dia parar com esse complexo de ‘tr00zão’ chato do caralho.

Se no primeiro álbum, “I.N.V.E.R.S.O” (2017) a banda veio com os dois pés na jugular do ouvinte, em “Paralelo XI” continuaram a bater sem dó, só que dessa vez bateram no lugar certo para derrubar o inimigo logo de cara sem possibilidade dele se levantar para revidar.

Markos Franzmann (vocal), Karim Serri (guitarra/baixo) e Tiago Rodrigues (bateria), ao meu ver, deram um upgrade na sonoridade da banda inserindo toques de Melodic Death Metal, lembrando certas horas o instrumental do Arch Enemy com nuances do Killswitch Engage (não, não é metalcore!) e até Meshuggah aqui e ali.

Lembram no “virados no jiraya”? Então, os breakdowns, a melodia e as maluquices altamente técnicas (de todos os músicos, deixando bem claro!) tiveram uma maior vazão nesse novo álbum.

Disco brutalmente pesado, recheado de muito felling e groove, principalmente nas guitarras que possuem um pé no Djent Metal, produção impecável, trabalho gráfico de primeiro mundo e letras que “romantizam” alguns acontecimentos mais tristes e vergonhosas da nossa história.

Para ouvintes mais leigos ou menos atentos, a audição das 13 faixas aqui presentes (2 são introduções) pode se tornar uma audição homogênea onde todas as faixas se pareçam entre si, mas para quem curte e entende a parada sabe que é bem longe disso e um prato cheio!

No momento que escrevo essas linhas destaco as faixas “assassinas”: “The Pain Is For Me And You”, “Indigenous Pride” que é uma saraivada/traulitada de riffs na sua cara, “Split In Half” com a participação de Fernanda Lira (Nervosa), a frenética “Silent Ground” e as melhores e as mais massacrantes na minha opinião, “The Promises You Made” e “This Means War”.

Fortíssimo candidato a melhor álbum nacional nesse ano!
Esses caras são monstruosos.

Só não levou 10 porque eu sou chato e não suporto introduções (risos),

Johnny Z.

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