
Lipz – “Scaryman” (2018)
Street Symphonies | Burning Minds Music Group
#HardRock, #GlamMetal, #SleazeRock
Para fãs de: CrashDïet, Hardcore Superstar, Reckless Love
Nota: 9,0
Muitas das bandas suecas do revival do Glam Rock ocorrido na segunda metade dos anos 2000 não existem mais e são poucas as nessa linha que estão surgindo — ou ressurgindo, como é o caso do Crashdiet — atualmente. Formada em 2011 pelos irmãos Alexander (vocais e guitarra) e Koffe Klintberg (bateria), o Lipz lança mão de um visual meio Dimmu Borgir meio traveco da rua Augusta e utiliza o Z no lugar do S — recurso que nomes como o Tigertailz no começo dos anos 1990 e o Dynazty duas décadas mais tarde já provaram ser de extrema eficácia no gênero.
O som que se ouve em “Scaryman”, seu muito aguardado álbum de estreia, é um hard rock calcado, sim, no que de melhor foi produzido no tempo do Aquanet, mas que não faz vista grossa ao grunge nem o aponta como algoz da era metal. Um “despojamento planejado”, por assim dizer, é notável sobretudo nas bases do guitarrista Conny S, cuja munheca displicente parece endurecer na hora dos solos, inegavelmente inspirados por ases da guitarra tanto do passado (Lynch, DeMartini) como do presente (Jake Pitts e a dupla Archie e Johnny Cruz).
Mas o grande barato do Lipz são os refrões que, com perdão pela referência de merda, são extremamente fáceis pra você e eu e todo mundo cantar junto. Enquanto “Get Up On The Stage” e o single e videoclipe “Get It On” remetem ao Poison, “Star” e “Trouble In Paradise” são o tipo de música que você esperaria encontrar num novo álbum do Backyard Babies. Vista sua calça legging de oncinha da Marisa e comemore mais este golaço da Suécia. Na Copa do Mundo do Hard Rock, os suecos já são hexa há muito tempo.
Marcelo Vieira





