
Lock Up – “The Dregs of Hades” (2021)
Listenable Records
#Grindcore, #DeathMetal
Para fãs de: Brutal Truth, Nasum, Rotten Sound
Nota: 9,0
Desde sua formação em 1998, o Lock Up sempre teve um objetivo: reunir grandes nomes do metal extremo, conhecidos por tocarem em verdadeiras instituições do gênero como Napalm Death, Brutal Truth, Terrorizer e Hypocrisy. Seus dois primeiros são considerados obras primas dentro do Grindcore por conta dos vocais urrados, baterias insanas e guitarras cortantes. É claro que após alguns anos, e algumas mudanças de line-up, o som da banda evoluiu daquele som mais ríspido e adotou elementos do Thrash e Death Metal, com passagens cadenciadas, mas sem perder o peso característico.
Com “The Dregs of Hades” eles mantêm a pegada do álbum anterior, “Demonization” (2017), mas com um som, pasmem, mais brutal do que antes. Isso acontece devido ao fato deste ser o primeiro álbum com o baterista Adam Jarvis (Misery Index/Pig Destroyer) e o retorno do ex-vocalista Tomas “Tompa” Lindberg (At The Gates/The Lurking Fear) que completam o time com Kevin Sharp (vocais), Anton Reisenegger (guitarra) e a lenda Shane Embury (baixo). Não desmerecendo o trabalho do gigante Nick Barker, membro fundador da banda, mas Jarvis é uma máquina de destruição atrás do kit de bateria, vide seus trabalhos com as bandas mencionadas (recomendada a audição de “Head Cage” do Pig Destroyer) e merece seu destaque no álbum.
Falando das músicas, após a introdução “Death Itself Brother Of Sleep” com sinos tocando, praticamente anunciando a destruição que acontecerá em seguida, “Hell Will Plague The Ruins” começa com uma velocidade insana, com os vocais combinados de Sharp e Lindberg soando monstruosos, somado a guitarra que despeja riffs com uma velocidade absurda. “Black Illumination” mantém a brutalidade e adiciona a velocidade do Thrash Metal até a metade da faixa, que depois assume um tom mais cadenciado que destaca o trabalho de bateria, cheio de viradas.
“Dark Force of Conviction” foi lançada com single e conta com um videoclipe mostrando a banda executando a faixa. Mais uma vez vale mencionar que a combinação de vocais encaixou perfeitamente para a banda, e nessa faixa isso é bem trabalhado, seja nas partes mais rápidas ou na mais cadenciadas. Brutal!
Ao longo de 14 faixas o Lock Up mostra porque ainda é uma das grandes forças do metal extremo, seja pela brutalidade das canções ou pelo time à frente de cada instrumento, a banda se mantém em alta e “The Dregs of Hades” certamente irá figurar entre os melhores lançamentos do ano. Altamente recomendado!
Lucas David




