Portrait One – “Time” (2019)

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Portrait One “Time” (2019)
Die Hard Records
#HeavyMetal#ProgMetal#MelodicMetal

Para fãs de: AngraGamma RaySavatage

Nota: 8,0

Formada em 1989, a Portrait One (anteriormente o grupo se chamava apenas Portrait, mas devido a uma grande empresa do ramo fotográfico ser a detentora dos direitos do nome, uma mudança se fez necessária) possui uma carreira recheada de grandes momentos, principalmente na estrada.Afinal, poucas bandas podem se orgulhar de terem dividido o palco com nomes como Gamma Ray e Blind Guardian. Ainda, o grupo teve a honra de ser escolhido e participar de um tributo ao imortal Savatage nos Estados Unidos. Mas, como nem tudo são flores no metal nacional, após algumas mudanças de formação, a banda resolveu dar um tempo, voltando apenas em 2015. Mas essa parada parece ter feito muito bem ao grupo, pois após a formação se estabilizar com Ricardo Cassal (vocal), Rinaldo Zupelli (guitarra), Théo Lima (guitarra), Emerson Barcos (baixo), Alexandre Lofiego (teclados) e Marcelo Rocha (bateria), eles assinaram com a Die Hard Records e lançam fisicamente “Time”, um álbum maduro, forte e de personalidade.

Juntando de forma bem consistente elementos do metal tradicional, do melódico e do prog, logo após a introdução “Lord of Time”, a faixa “Great Maker” apresenta as características citadas anteriormente, vez que nessa faixa temos os vocais altos e teclados com forte influência do metal melódico, enquanto as guitarras mostram uma pegada mais tradicional, deixando para a cozinha a tarefa de agregar a veia prog do grupo. E, diga-se, o faz com grande categoria. “I Believe”, a faixa seguinte, foi lançado como single em novembro de 2019, mesmo mês em que “Time” foi lançado nas plataformas digitais. Mais uma vez, o grupo mostra que sabe criar melodias que se encaixam perfeitamente dentro de suas composições. “Déjà Vu” traz os elementos do prog metal bem mais acentuados, bem como em “Liberty (Mirror of Dreams)”.

Ainda podemos destacar “Voices”, bem estruturada e com um excelente trabalho da dupla Rinaldo e Théo, que deixaram as guitarras com uma pegada pesada e bem intensa, “Pharisee”, onde Marcelo Rocha mostra grande técnica, com viradas certeiras e peso na medida, deixando a composição com uma linha até meso que agressiva em alguns momentos. “Shadows and Doubts” também é pesada, e percebemos que a segunda metade do CD traz essa característica, ou seja, num primeiro momento as composições primam mais pelo lado melódico, enquanto na segunda parte, o peso e “quebradeira” do prog ganham maior destaque.

“Time” é um trabalho maduro e bem executado. Fruto de muita experiência e trabalho por parte do Portarit One. Que o grupo mantenha essa formação e consiga expandir seus horizontes, pois talento e qualidade não lhe faltam.

Sergiomar Menezes

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