Majestica – “Above The Sky” (2019)

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Majestica – “Above The Sky” (2019)
Nuclear Blast | Shinigami Records
#SpeedMetal#PowerMetal

Para fãs de Helloween , Stratovarius , Edguy

Nota: 9,0

Majestica é o novo nome do Reinxeed, banda do agora guitarrista do Sabaton, Tommy Johansson. Aqui, ele também assume os vocais e, em conjunto com seus companheiros de banda, lançaram o disco de estreia sob essa nova alcunha, chamado “Above the Sky”. Amparados pela Nuclear Blast, o resultado foi uma produção caprichada e foco (quase) total nos clichês do Power Metal: melodias chiclete, coros, bateria veloz (feita pelo ex-Helloween Uli Kusch), dobradinhas de guitarra, teclado com timbres variados, etc. Todas essas características fazem que o disco soe confortável para os fãs do gênero.

Assim, “Above The Sky” e “Riding the Tide” apenas reproduzem esses clichês do gênero, mas “The Rat Pack” tem mais criatividade e originalidade, com um riff bem feito de guitarra e teclado, refrão bem animado e tudo mais memorável. Se não for assim, é melhor virar cover de Helloween, não é verdade? Já a música com o nome sugestivo de “Mötley True”, desacelera as coisas e o disco ganha em qualidade, com melodias mais bonitas, tudo mais bem encaixado. Com 8 minutos, é uma das melhores faixa do disco, alternando blocos, mas sempre mais cadenciado, com direito a timbres meio rock organ no teclado.

Na seguida, “The Way To Redemption” acelera e retoma no melhor estilo Rhapsody, mas dessa vez o clima é acertado. Já “Night Call Girl” tem uma vibe anos 80 com aquele tecladinho Journey e um groove muito bom, daquelas que dá gosto de ouvir. É assim que tem que ser! Parece que a banda toma jeito do meio para o final e acerta a mão. “Future Land” é outra que traz sim clichês, mas tem alma, com arpejinhos no início e estrutura crescente de verso: primeiro apenas a voz de Tommy, depois a guitarra aparece, tudo como manda a boa estruturação.

Mais para o final, “The Legend” parece ser inspirada por “Vain Glory Opera”, do Edguy, e agrada muito. “Above the Sky” parece outro disco da metade para o fim, como em “Alliance Forever” que mantém uma atmosfera retrô, com o teclado protagonista do arranjo e muito bom gosto. Impressionante como o Majestica soube recuperar o tempo perdido e fazer do álbum de estreia uma ótima pedida, basta acertas as arestas e continuar nessa direção que a banda pode ir muito longe.

Gustavo Maiato

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