
Marduk – “Viktoria” (2018)
Century Media Records
#BlackMetal
Para fãs de: Besatt Horde, Tsjuder
Nota: 7,5
O Marduk sempre foi daquelas hordas que causavam impacto persuasivo nos fãs, além de serem uma referência indiscutível no Black Metal mundial desde meados da década de 90. Obviamente, com o passar dos anos, os suecos se prontificaram em evoluir sua sonoridade, com algumas alternâncias rítmicas e nuances diversas dentro do enorme “leque” que o metal satânico proporciona. Dito isso, a horda lança esse ano o seu décimo quarto álbum de estúdio que, a meu ver, não traz muita novidade perante a formação atual, bem como a temática que vêm sendo utilizada desde o seu antecessor “Frontschwein (2015)”.
Antes de mais nada, deixo bem claro que sou e sempre fui fã da fase Erik Legion (1995 – 2003) nos vocais, por uma questão mais subjetiva de que ele trazia para o Marduk uma atmosfera mais suja e tortuosa. Já a fase atual (fase Mortuus), que perdura após a saída de Legion, no decorrer da década de 2000, foi levando a horda pra um caminho mais intrínseco e pouco cadenciado. O resultado de toda essa trajetória alternada, nada mais é do que o disco Viktoria.
O álbum em si têm bons momentos: No concernente aos riffs geniais que Morgan sempre proporciona em todas as faixas, sem exceções e no peso muito bem balanceado. No entanto, desanda bastante nos quesitos “temática”, “letras” e “duração”. Mortuus sempre dá o seu melhor na hora de gravar, mas aqui tá uma coisa um tanto quanto insossa e desorientada. No disco anterior, já senti esse aspecto querendo aparecer e, infelizmente, ele foi gradualmente se estabelecendo na sonoridade do “Marduk Atual”.
Em suma, um disco bom, mas não ÓTIMO (e muito longe de ser !!!). Esperemos ansiosos por mais criatividade por parte dos músicos (algo que eles têm de sobra !!!) e que retomem os rumos que sempre os levou aos maiores patamares do metal satânico mundial.
Aldemar Ferreira




