
MaYaN – Dhyana (2018)
Nuclear Blast
#SymphonicDeathMetal
Para fãs de: Septicflesh, Epica Royal Anguish
Nota: 9,0
No terceiro ato da “Symphonic Seath Metal Opera” capitaneada por Mark Jansen (Epica), vemos o MaYan se juntar a Orquestra Filarmônica da Cidade de Praga e entregar nada muito além do que o histórico do grupo já nos indicava, ou seja, algo de extrema qualidade e profissionalismo exacerbado.
Um disco com produção de qualidade e sonoridade limpa que, com o advento das passagens orquestradas fazem que a parte agressiva soe como um Death Metal aristocrático e vitoriano, o tipo de ópera que Conde Drácula, Mr. Hyde e a criatura do Dr. Frankstein teriam grande deleite em apreciar.
O interessante do que nos é proposto e apresentado aqui é que há diversas passagens para agradar tanto aqueles que possuem um foco na pancadaria, quanto os que preferem os momentos mais clássicos e contemplativos. Faixas como “The Rhythm Of Freedom”, “The Flaming Rage Of God”, “Set Me Free” , “Dhyana” e “Satori” são bons exemplos dessa dicotomia entre o nobre e o vil.
Uma mistura de elementos tão dispares precisa ser feita com cuidado para que o resultado final não fique tão bizarro como fazer um churrasco de melancia, mas a nossa sorte é que Mark e seus companheiros de banda entendem e muito do riscado e nada menos que genialidade poderia vir deles. Apreciem com calma. Uma taça de vinho tinto agrega valor a experiência.
Márllon Matos





