
McAuley Schenker Group – “M.S.G.” (1992)
Electrola | EMI
#HardRock, #GlamMetal, #HairMetal
Para fãs de: Scorpions, Van Halen, Whitesnake
Nota: 9,0
Depois de turnês ao lado do Great White e do Black Crowes, o caqui começou a pretear no MSG. Tudo se agravou quando Michael Schenker montou o Contraband — supergrupo que contava com integrantes de Shark Island, L.A. Guns, Vixen e Ratt —, relegando a banda que leva o seu nome ao segundo plano. Insatisfeitos com a postura de Schenker, Steve Mann, Rocky Newton e Bodo Schopf passaram no RH. A vida não podia esperar.
Foi questão de tempo até o Contraband se desfazer, mas quando isso aconteceu, o MSG já havia se tornado Robin McAuley e Schenker literalmente. Os dois não se deram por vencidos e trataram de voar para os Estados Unidos, correr atrás de novos músicos e gravar seu próximo disco. Os escolhidos foram Jeff Pilson (Dokken) para o baixo, James Kottak para a bateria e o fiel escudeiro de Sammy Hagar, Jesse Harms, para os teclados. O entrosamento entre os cinco se deu tão rápido que não tardou para a nova banda entrar em estúdio.
Lançado no Japão em dezembro de 1991, “M.S.G.” levaria dois meses até chegar no Ocidente. Disparado o trabalho mais pesado do grupo, ele traz Schenker ousado como nunca, esfrangalhando horrores em sua flying-V. Ouve-se também um McAuley munido de uma macheza adicional, o que confere atitude até mesmo às baladas, à época, obrigatórias em qualquer disco de hard rock. A produção ficou a cargo da dupla Kevin Beamish (REO Speedwagon, Jefferson Starship) e do sete vezes vencedor do Grammy, Frank Filipetti.
Caso de álbum em que os singles são os destaques, “M.S.G.” é impulsionado pelas excelentes “Never Ending Nightmare” e “When I’m Gone”, cujos videoclipes encontraram espaço, ainda que restrito, na programação de uma MTV que já operava no modo Seattle. Alguns meses mais tarde, “Unplugged” — precedido pelo EP “Nightmare: The Acoustic M.S.G.” — colocaria um ponto final na parceria entre Michael e Robin.
Marcelo Vieira





