Metal Church – “Classic Live” (2017)
Rat Pak Records
Nota: 8,0
A volta do brilhante Mike Howe aos vocais do Metal Church, depois de duas vezes ‘encerrarem’ as atividades com Ronnie Monroe, foi o suspiro que a banda precisava para sair de dentro da cova.
Um cara que gravou clássicos atemporais do metal como “Blessing In Disguise” (1989), “The Human Factor” (1991), “Hanging In The Balance” (1993), e agora o mais recente “XI” (2016), não pode ser subestimado mesmo que fique décadas sumido da música como esteve antes de seu retorno oficial.
E pasmem, tanto em estúdio como ao vivo o cara continua não só o mesmo como – na minha modesta opinião – MUITÍSSIMO MELHOR! A prova cabal disso é esse novo lançamento ao vivo da banda. “Classic Live” é um excelente álbum vivo, com uma excelente produção e com destaque claro para a voz de Mike, que não só está 100% nítida como mais alta em relação aos instrumentos. Não ache que isso seja um ponto negativo, pelo contrário, a perfeita sintonia e coesão entre seu vocal e o instrumental pesado certeiro lhe causará alucinações por nunca ter visto essa entidade ao vivo em nossas terras! Quem sabe logo isso aconteça?
Enfim, “Classic Live”, só por tudo dito anteriormente merecia um 10 com louvor, só que temos que ser críticos e não “chupadores de saco” das bandas que gostamos, certo?
Qual o motivo de um tracklist tão pequeno e só abrangendo a fase Mike e David Wayne (essa apenas duas míseras faixas lindas, mas bem “batidas” já!)? Ainda por cima NENHUMA faixa tirada do novo álbum da banda “XI”! Ok, ok, são “clássicos ao vivo” como dito em seu título e muito bem executados por sinal, mas o que custava conter faixas de outras fases, como por exemplo faixas da ótima fase de Ronnie Monroe (ex-vocalista), porra? No meu bom entendimento não quiseram arriscar e fazer o arroz com feijão ‘véio de guerra’ que cairia bem em todos seus fãs. E sim, caiu muito bem obrigado, mas “faltou algo mais apurado”, em minha opinião.
Tudo bem que a regravação do eterno clássico “Fake Healer”, de “Blessing In Disguise” (também com Mike Howe, diga-se), com a atual formação e contendo como convidado o não menos brilhante Todd La Torre (vocalista do Queensrÿche) já valeria a aquisição dessa “belezinha”. Incrível como a química entre Mike, Todd e banda conseguiram ter nessa regravação! Simplesmente estupenda!
Um bom disco ao vivo que alimentará, mesmo que sem “embuchar”, todos os fãs dessa verdadeira instituição do metal mundial! Que lancem um DVD/Blu-ray ao vivo em breve e, de preferência, com mais músicas e novidades!
Johnny Z.





