Monstrosity – “The Passage of Existence” (2018)

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Monstrosity
 – “The Passage of Existence” (2018)

Metal Blade Records
#DeathMetal

Para fãs de Deicide, SuffocationCannibal Corpse

Nota: 8,5

Pilar de sustentação do gênero ou bastião de resistência de uma cena? Ambos. O Monstrosity nunca teve o mesmo reconhecimento de um Cannibal Corpse ou Deicide, mas o nível de importância histórica é quase similar. Aliás, se não fosse por ele, vai saber se a maior banda do Death Metal ainda estaria na ativa (me poupem de esmiuçar os fatos. Vocês conhecem a história).

Uma banda nunca esquecida, afinal, alguém que concebe uma pérola da estirpe de “Imperal Doom” tem seu lugar assegurado na história, mas o por quê de um período de ostracismo de mais de uma década (“Spiritual Apocalypse”, seu último registro de inéditas, data de 2007)? Bem, independente dos fatores determinantes para tal, o fato é que esse período de “criogênese” serviu para estimular a criação de um novo capítulo nessa história.

“The Passage of Existence” é um grande disco, que contém tudo aquilo que se espera do grupo, embora não constitua necessariamente um novo clássico da banda. Arranjos poderosos, andamentos quebrando peso e velocidade, e uma formação que definitivamente quer estar ali (aliás, Lee Harrison promove um genuíno linchamento percussivo. Um baterista de primeira grandeza).

“The Passage of Existence” parece seguir um lirismo mais aprofundado, transcendental, embora a sonoridade seja aquela chacina costumeira, onde a técnica joga sempre a favor da brutalidade. Voltando como um quinteto (Matt Barnes assume a outra guitarra), a produção traz o Monstrosity de volta ao jogo, com chances reais de permanecer no alto escalão do cenário americano.

Como dito anteriormente, não é o disco que redefinirá a carreira da banda, mas é Monstrosity, ou seja, já agrega predicados mais que suficientes. Destaques absolutos para “Radiated” (que arregaço), a sequência acachapante com “Solar Vacuum” e “Eyes Upon the Abyss”. Florida Death Metal rules!

Ricardo L. Costa

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