Night Ranger – “Don’t Let Up” (2017)
Frontiers Music srl
Nota: 9,0
O Night Ranger é aquele tipo de banda que sempre pode te surpreender em um novo lançamento, pois, apesar de terem um estilo bem definido, estão longe da auto-repetição.
Isso reflete em uma discografia mais que interessante, rendendo clássicos como “Dawn Patrol” (1982) e “Midnight Madness” (1983), bem como em ótimos trabalhos recentes, como “Somwhere in California” (2011) e “High Road” (2014). Claro que não não fugiram de uma ou outra escorregada; “Feeding off the Mojo” (1995) que o diga!
Dentro deste contexto, e sem mais nada a provar dentro do cenário, “Don’t Let Up”, décimo segundo trabalho de estúdio, chega como o melhor dentre seus três últimos álbuns, além de comemorar o trigésimo quinto aniversário da banda.
Através de uma produção orgânica e moderna, oferecem exatamente aquilo que todo fã deseja, oscilando entre peças melódicas e o Hard Rock mais inflamado, com sabor oitentista, andamentos empolgantes e refrões pegajosos um atrás do outro, porém sem o cheio do mofo do saudosismo.
Não fico temeroso em dizer que “Don’t Let Up” é um excelente álbum de Rock N’ Roll, tamanha é a vibração despojada e envolvente, mas não desleixada, onde o esmero, energia e variabilidade dos arranjos fornecem dinamismo e oxigenam esta “vibe” roqueira.
Entre faixas mais melódicas, outras mais “pesadas”, e até mesmo certa modernidade no estilo (como em “Comfort Me”, que me lembrou muito a fase atual do Foo Fighters), é impressionante como o Night Ranger consegue compor com maturidade na mesma medida em que transparece diversão em sua performance!
E se divertem principalmente nas faixas mais roqueiras como “Somehow Someway”, “Running Out of Time”, “Day and Night” (melhor do álbum e com uma impressionante variabilidade nos arranjos de guitarra), “(Won’t Be You) Fool Again” (num blend de The Rolling Stones e Lynyrd Skynyrd), “Jamie” (com uma vibe à lá Kiss) e “Say What You Want” (Cheap Trick mandou lembranças), que não surpreendem ao serem apontadas como maiores destaques do trabalho.
Como bem disse o baixista e vocalista Jack Blades, “este álbum é o resultado de cinco músicos que respiram e vivem Rock n ‘Roll vinte e quatro horas por dia”!
Marcelo Lopes Vieira





