Open The Coffin – “Once Alive Always Dead” (2025)

Open The Coffin
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Open The Coffin – “Once Alive Always Dead” (2025)

Black Hole Productions
#DeathMetal

Para fãs de: Entombed, Dismember, At The Gates

Texto por Lucas David

Nota: 10

Com forte influência das bandas suecas e muita agressividade, o Open The Coffin chamou a atenção do underground com seu primeiro disco, “The World Is a Casket”, mostrando que poderiam ser mais uma banda bebendo dessa fonte de inspiração. A confirmação veio em 2025 com o lançamento do segundo e excelente álbum, “Once Alive Always Dead”, um trabalho forte e com muita pegada, que eleva a qualidade e o nível da banda a novos horizontes.

Um dos grandes pontos a serem destacados logo de início é o excelente trabalho do líder da banda, Cláudio “Slayer” (Expose Your Hate, Deuszebul), que gravou os vocais, baixo e guitarras do disco, deixando o incrível trabalho de bateria a cargo de Flavio Neves, que ataca o kit sem misericórdia. Cláudio domina cada um desses instrumentos com uma capacidade singular, apresentando riffs pesados e sujos, solos cheios de melodia e vocais insanos, vindos diretamente do submundo e embebidos em sangue.

O disco abre com “Burn My Coffin”, que traz um riff de guitarra matador, bateria punitiva e vocais que despejam podridão, além de um refrão pegajoso, claramente feito para ser cantado ao vivo. Na sequência, “Tomb Number 666” mantém a agressividade e o peso, com vocais ainda mais doentios, uma passagem mais densa e um riff de guitarra extremamente sujo, que faz você bater cabeça sem pensar.

A faixa-título é outro arrasa-quarteirão, com riffs incansáveis, bateria ultra rápida e algumas trocas de andamento que oferecem um leve respiro antes de destruir tudo novamente. A música foi criada para incitar o mosh pit e, mesmo sendo ouvida no conforto de casa, transmite a sensação de ter estado em uma roda, com o sentimento final de quem acabou de correr uma maratona. “Zombified” começa de forma mais lenta, mas logo derruba tudo com uma barreira de riffs e batidas pesadas, punindo mais uma vez o ouvinte e levando sua mente para a cova junto com a banda. A parte mais cadenciada desta faixa remete claramente ao Death da era “Scream Bloody Gore”.

Como último destaque, é impossível não mencionar a impressionante arte da capa, assinada pelo artista Marcos Miller, que conseguiu traduzir toda a podridão e o conceito das letras em sua obra. Arrisco dizer que ela também é responsável por uma das camisetas mais brutais que já vi.

Com este novo disco, o Open The Coffin amplia seu espaço no underground e se mostra mais do que capaz de se tornar um dos grandes nomes do metal nacional. O som é pesado, sujo e extremo, como manda a fórmula e o culto ao HM-2, com músicos que demonstram paixão pelo que fazem e entregam o seu melhor. “Once Alive Always Dead” surgiu com pouco alarde, mas certamente estará na minha lista de melhores do ano.

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