Palace – “Master Of The Universe” (2016)

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Palace“Master Of The Universe” (2016)
Frontiers Music Srl

Nota: 6,5

Michael Palace é figura conhecida por quem acompanha os lançamentos de melodic hard rock de uns anos para cá. Tendo trabalhado com gente do calibre de Harry Hess, Goran Edman e Jakob Samuel em bandas como First Signal, Cry of Dawn e Kryptonite, o guitarrista e vocalista adquiriu uma experiência desejável e assegurou que a banda que leva o seu sobrenome assinasse com a Frontiers. Como idade não define maturidade no meio musical, os demais integrantes do Palace — Rick Digorio (guitarra), Soufian Ma’Aoui (baixo) e Marcus Johansson (bateria) — também podem ser considerados rodados, pois tanto tocaram ao vivo quanto gravaram em estúdio com uma vasta gama de artistas, sendo Adrenaline Rush, Houston e Miljenko Matijevic (Steelheart) os de maior projeção.

A faixa título abre os trabalhos em “Master of the Universe”, com um refrão nas alturas se impondo como um teste para a voz de Michael, que se sobressai ao instrumental impecável. “Cool Runnin’” segue o embalo, mas se revela mais acessível ao ouvinte casual, e cenas de superação de filmes dos anos 1980 logo vem à mente. A cota baladeira fica a cargo de “Part Of Me”, que remete à Giant e Bad Moon Rising — aqui o registro vocal de Palace é total Kal Swan —, dois ‘hors concours’ do AOR noventista. Há outras baladas ou quase baladas mais adiante, mas essa aqui é imbatível.

“No Exit” e “Matter In Hand” têm carisma flutuante; a apreciação depende 100% do humor do ouvinte. Já “Path of Light”, com sua mensagem ‘good vibes’, é salva pelo bom refrão e por um solo em que todas as notas se encaixam com perfeição. “She Said It’s Over” mira em Survivor enquanto “Young/Wild/Free”, um lance meio King Kobra, joga o clima lá no alto para encerrar a peleja com um sorriso no rosto.

Ao término das 11 faixas, onde menos da metade realmente conquista o ouvinte de primeira, concluo que Michael Palace ainda é um diamante a ser lapidado. Talvez mais alguns trabalhos em parceria com gente que não precise mais provar nada pra ninguém o ajudem. Por conta própria, pelo menos na estreia de seu Palace, o cara ainda deixa um pouco a desejar.

Marcelo Vieira (Colaborador)

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