
Paul Gilbert – “Behold Electric Guitar” (2019)
Music Theories Recordings
#HardRock
Para fãs de: Eric Johnson, Steve Vai, Joe Satriani
Nota: 7,0
De fato um dos grandes guitarristas do Rock/Metal, Paul Gilbert chamou a atenção de público e crítica pela técnica apurada e a sua virtuose nos trabalhos do Racer X, ganhando fama e notoriedade com o Mr. Big, onde ajudou a conjurar um Hard Rock bem equilibrado entre melodia e alta técnica.
Por outro lado, alguns desconhecem que ele possui uma prolífica e interessante carreira solo, que ganha seu mais novo capítulo com este “Behold Electric Guitar”, que abre prometendo um forma jazzística de desfilar sua personalidade musical tenaz, com uma seção rítmica de cair o queixo, por causa da faixa de abertura, “Havin’ It”, com uma fórmula que reouviremos na groovada “Everywhere That Mary Went” e na excêntrica “Herd of Turtles” (com spoken Words e algo que me lembrou Jimi Hendrix).
Porém, mesmo que Paul Gilbert equilibre técnica e velocidade em doses variadas ao longo das doze faixas que são honestas com seu legado musical, em sua maioria instrumentais, criando uma dinâmica interessante por timbragens cruas e texturas características, tudo soa previsível e cansativo para quem não é músico e não conseguirá captar a real complexidade de executar alguns dos atletismos instrumentais aqui contidos com tanta honestidade.
Também chama a atenção a forma como a produção deixou o baixo e a bateira “magros” na sonoridade final, carecendo de força mesmo nos movimentos mais intrincados, o que dirá quando estes instrumentos estão ali apenas pra sustentar as harmonias.
Existem pontos positivos? Sim! A começar pela forma como ele compôs as músicas, que surgiram à partir de letras que foram transformadas em melodias ao violão e, posteriormente, gerariam ainda os títulos das faixas, das quais podemos destacar, além das já citadas, “Blues For Rabbit” e a melódica “Own A Building”.
Infelizmente, no geral, as composições nos dizem pouco em termos emocionais para serem frutos de um músico que claramente se coloca, em “Behold Electric Guitar”, no ponto médio entre Eric Johnson e Steve Vai.
Confesso que esperava mais!
Marcelo Lopes Vieira





