
Pesta – “Faith Bathed In Blood” (2019)
Abraxas
#DoomMetal, #StonerRock, #HardRock
Para fãs de: Sleep, Goatsnake, Cathedral
Nota: 9,5
Há bandas que se limitam copiar e há bandas que fazem a lição de casa, mas com um detalhe, fazem, mas fazem bem feito e com atitude!
O Pesta vem do Belo Horizonte (MG) e capricha na dose de tesão pelo que toca, nada de ninharias, copo miúdo e dose menor ainda, aqui o copo vai até a boca e transborda, como deve ser, sempre.
Bebendo (e muito) do Hard setentista e valendo-se da força do Doom tradicional junto ao lado mais visceral do Stoner Rock para forjar seu som e mandar sua mensagem, que de Paz & Amor, nada tem.
Pois bem, o trabalho anterior, “Bring Out Your Dead” lançado em 2016 rendeu bons frutos e trouxe uma boa visibilidade a banda, mas o material presente no novo petardo, surpreende, cativa e supera toda e qualquer expectativa (caso existisse alguma, claro). A capa é daquelas que prendem a atenção, cheia de detalhes e mensagens subliminares, cortesia de Ars Moriendee, o som é calcado em riffs sólidos e malignos, ficando entre o Hard e o Doom, os solos são dilacerantes e venenosos e surgem de maneira normal, nada daquele ensaio de “vamos por um solo aqui que ficará bonitinho”, méritos sabbathicos merecidos para a dupla Marcos Resende e Daniel Rocha.
Das faixas, “Witche’s Sabbath” é um trator movido a riffs, Thiago Cruz, (perdão pelo palavrão), mas vai cantar bem assim lá na casal do *******! E um muito obrigado por não querer ser Ozzy (já deu, né?!!). “Anthropophagic” abre com um índio entoando algo ininteligível e logo se transforma num Hardão de fazer um sorriso fugir aos lábios, guitarras dando um show a parte, bateria certeira e baixo dando reforço ao peso, Thiago novamente mostra a potência de seu gogó, esbanjando talento sem pudor algum. “The Myth of R’lyeh” consegue juntar duas paixões minhas, Doom Metal e H.P. Lovecraft (preciso dizer que se tornou uma de minhas favoritas? Risos). Fechando o álbum chega ” The Prayer”, Doom e Hard, veia Bluesy, um pouco de Paradise Lost dos anos cinzas (banda de Doom não tem anos dourados, tem?)
Uma das melhores, num disco cuja a escolha de “melhores” se torna uma piada ruim.
Ouça “Faith Bathed In Blood” com atenção, de a ele os devidos méritos, o prazer é todo seu.
Fábio Miloch





