
Phantom 5 – “Play To Win” (2017)
Frontiers Music
#HardRock, #MelodicRock
Para fãs de: Bonfire, Jaded Heart, Scorpions
Nota: 7,0
Para quem tá mais por fora que bunda de índio, o Phantom 5 é o fruto da parceria entre Claus Lessmann, ex-vocalista do Bonfire, e o faz-tudo Michael Voss (Casanova, Mad Max e uma porrada de etc.), que no passado chegou a atender pelo nome de “Supremacy”. O guitarrista Robert Boebel (ex-Frontline) e o batera Axel Kruse (ex-Jaded Heart) completam o quarteto que outrora foi quinteto — o baixista Francis Buchholz (ex-Scorpions) ficou de fora desta nova empreitada, deixando o baixo a cargo de Voss, que já está mais do que acostumado a acumular funções nas bandas das quais faz parte.
Se o autointitulado disco de estreia lançado ano passado rendeu comparações com clássicos como “Fireworks” e “Mystery Eyes”, o mesmo ocorre com “Play To Win”, apesar da capa de merda: temos aqui o faro de hit do Bonfire — maldito timing que não os permitiu crescer ao patamar do Scorpions no Ocidente — e a energia condensada sob um invólucro que às vezes é difícil definir se é mais hard ou mais metal tão particular ao Jaded Heart, sobretudo nos álbuns pós “The Journey Will Never End”, combinados em canções que explodem no refrão e cujos solos de guitarra são do tipo “desiste, colega”.
A dobradinha de entrada até que é boa, mas o bicho começa a pegar mesmo em “Baptised”, o típico farofão que bota o povo pra cantar junto. A semibalada “Read Your Mind” é obrigatória tanto para fãs de AOR quanto para quem curte letras do tipo “declaração de amor que fogem à obviedade”. Não se assuste com a intro pau-mole de “Play To Win”: o que vem em seguida compensa o diarreico primeiro minuto.
Enquanto “Do You Believe in Love” soa como a pergunta para a resposta que o Queensrÿche deu há trinta anos em “Operation: Mindcrime”, “Phantom Child” lança mão de recursos que o Iron Maiden já explorou à exaustão, mas que continuam fazendo a cabeça dos siderúrgicos. Para o fim ficam a música mais Gotthard nunca feita pelo Gotthard (“Shadows Dance”) e a prova definitiva que o último do Bon Jovi foi bem-recebido na Alemanha (“Reach Out”).
“Play To Win”, como tantos outros lançamentos de 2017 resenhados por este que vos escreve, passa longe de reinventar a roda. Mas, convenhamos, se isso fosse condição primária para o desfrute, estaríamos perdidos. Mais do mesmo quando o mesmo é bom não tem erro. Desce mais!
Marcelo Vieira





