Ratt – “Out Of The Cellar” (1984)

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Ratt“Out Of The Cellar” (1984)
Atlantic Records
#HardRock#GlamMetal#HairMetal

Nota: 10

Beau Hill era um produtor musical completamente desconhecido e o Ratt era uma banda de zés-ninguéns sem dinheiro de San Diego. Ninguém poderia imaginar que da união de seus poderes surgiria um disco multiplatinado que ajudou a definir a estética da cena Glam Metal de Los Angeles que conquistaria o mundo nos anos 1980. Tudo começou em 1983, com a boa recepção ao EP “Ratt”, que trouxe a banda à atenção de Atlantic Records. Com um contrato em mãos, Stephen Pearcy (vocais), Robbin “King” Crosby e Warren DeMartini (guitarras), Juan Croucier (baixo) e Bobby Blotzer (bateria) imediatamente começaram a escrever o que seria seu primeiro álbum.

O estúdio escolhido para a gravação foi o The Village, em LA, e o grande desafio foi Hill — que além do ofício de produtor, é creditado como engenheiro de som, arranjador e mixer — e a banda encontrarem denominadores comuns no tocante às estruturas das canções. Depois de certa resistência, o quinteto, cuja resposta automática para todas as sugestões era “quem diabos você pensa que é para nos dizer o que fazer?”, se abriu o suficiente para que algumas mudanças — inclusive em “Round And Round”, que originalmente possuía uma pausa antes dos refrãos — fossem feitas. Conforme o trabalho progredia, a confiança era construída, sobretudo entre Hill e Pearcy, cuja voz é, seguramente, a marca registrada do Ratt. Em outras palavras, não há Ratt sem Stephen Pearcy. Capice, Bobby Blotzer?

Quando “Out Of The Cellar” finalmente viu a luz do dia, em 27 de março de 1984, Quiet Riot e Motley Crue já haviam recebido disco de platina por “Metal Health” e “Shout At The Devil”, ambos de 1983, e pareciam reinar absolutos na cena. O Ratt precisou de apenas cinco meses para igualar a marca e outros quatro para superá-la, conquistando a platina dupla na frente de seus pares. Hoje, estima-se que “Out Of The Cellar” vendeu cerca de 3,7 milhões de cópias somente nos Estados Unidos — “Metal Health” vendeu o dobro disso, mas a fama do Quiet Riot é basicamente restrita a esse álbum, enquanto que o Ratt manteve-se em alta pelo menos até “Detonator”, que bateu as 500 mil cópias em dezembro de 1990.

No repertório, além do single/videoclipe que deu impulso à carreira do Ratt, canções como “Wanted Man”, “Back For More” (Robbin Crosby brilha muito nesta aqui) e “Lack Of Communication”, bastiões do repertório ao vivo da banda até hoje, e lados b capazes de mover montanhas, como “I’m Insane” (incluída na trilha sonora do filme The Wrestler, em 2008) e “Scene Of The Crime”, escritas pelo “King” nos tempos de Mac Meda, um dos conjuntos que originaram o Ratt, na virada dos anos 1980. Nota 10 com louvor e selo de discoteca básica.

Marcelo Vieira

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