
Red Hot Chili Peppers – “Blood Sugar Sex Magik” (1991)
Warner Music
#FunkRock, #AlternativeRock
Para fãs de: Faith No More, Jane’s Addiction, Living Colour
Nota: 10
O ano de 1991 mudaria completamente a vida de Anthony Kiedis (vocais), Flea (baixo), Chad Smith (bateria) e John Frusciante (guitarra). Com quatro álbuns na bagagem, o Red Hot Chili Peppers idealizou o que seria um dos seus discos mais bem sucedidos, que os permitiu dar um grande salto em sua carreira.
Após o lançamento de “Mother’s Milk“ (1989) e sua respectiva turnê, o contrato com a EMI/Capitol Records chegou ao fim e, imediatamente, a banda começou a procurar por uma nova gravadora. Uma negociação chegou a ser iniciada com a Sony/BMG, porém Kiedis optou pela Warner Bros. e escolheu Rick Rubin para produzir o álbum. A gravação do que viria a se tornar “Blood Sugar Sex Magik“ deu-se num lugar bem inusitado, a chamada “The Mansion“, antiga casa de Harry Houdini — Sim, o ilusionista! —, cuja fama de ser mal-assombrada fez com que Chad se recusasse a pernoitar no local. Cada integrante gravou suas partes em cômodos diferentes da mansão, se juntando em poucas ocasiões, como nas partes instrumentais de “Breaking the Girl”.
É perceptível o amadurecimento musical dos quatro quando se compara “Blood Sugar“ ao seu antecessor. Lançado no dia 24 de Setembro de 1991 — mesmo dia de “Nevermind“, do Nirvana —, o disco é carregado de um Funk Rock inconfundível. A esmagadora “The Power of Equality“ abre o álbum e eu não consigo pensar numa faixa de abertura melhor do que ela. Outra que merece destaque é “Sir Psycho Sexy“, que mistura o baixo groovado e reverberado de Flea com a guitarra funkeada de Frusciante — coisa que a dupla sempre fez com maestria. Há também momentos melancólicos como “I Could Have Lied“, na qual Anthony relata sua decepção amorosa após o fim de seu relacionamento com Sinead O’Connor. E passados três anos da morte de Hillel Slovak, “My Lovely Man” é a ode do vocalista ao falecido amigo.
Fora isso, “Blood Sugar” rendeu os hits “Give It Away“ (com seu clipe psicodélico e seu riff reconhecível em qualquer circunstância), “Under the Brigde“ (outro momento de calmaria em cuja letra Kiedis relaciona o vício em drogas à solidão) e “Suck My Kiss“, com uma linha de baixo inconfundível, o vocal ‘rapeado’ e um clipe que contém muitas cenas das gravações da própria em estúdio. Uma curiosidade é que não há pausa na transição das músicas, o que dá a impressão de estarem todas elas conectadas entre si.
Não seria um equívoco reconhecer que os críticos da época estavam certos ao eleger este CD como um dos mais importantes de todos os tempos, pois, além de ser o favorito de muitos fãs, “Blood Sugar“ é de uma qualidade impecável e não deixa a desejar em momento algum.
Leonardo Bondioli (Colaborador)





