Slipknot – “The End, So Far” (2022)

Slipknot - The End, So Far
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Slipknot“The End, So Far” (2022)
Warner Music | Roadrunner Records
#NewMetal, #AlternativeMetal, #GrooveMetal

Para fãs de: Rammstein, System Of A Down, Stone Sour, Korn

Nota: 8,5

A princípio, “The End, So Far” não é um álbum de despedida, mas sim, um encerramento de um ciclo da banda com a gravadora Roadrunner Records, que foi a responsável pelo lançamento de todos os álbuns do grupo. Desta vez, os americanos lançam um álbum em um curto lapso temporal de seu antecessor (2019), visto pela última vez entre o fantástico “Iowa” de 2004 e de “Vol. 3: The Subliminal Verses”, de 2004.

Em todo momento de expectativa de lançamento de um novo trabalho, geralmente os fãs sempre esperam que seja no estilo de “Iowa”. Entretanto, basicamente isso é impossível já que a banda estava completamente em um outro momento de rebeldia e hoje se encontram próximos aos 50 anos de idade. Assim, como em todos os álbuns anteriores, “The End, So Far” também possui uma faixa de introdução. Porém, é ao estilo de “Prelude 3.0”, do “Vol. 3: The Subliminal Verses” de 2004, que é mais longa e acaba se tornando uma música propriamente dita, só que de um estilo completamente diferente do Slipknot mais usual.

“The Dying Song (Time To Sing)” já nasceu clássica. Guitarras ao estilo de “(sic)”, rápida, melódica no refrão e bem poderosa, combinando com “The Chapeltown Rag”, que foi o primeiro single do novo álbum lançado ainda no fim de 2021 e possui as mesmas características da anterior, só que um pouco mais longa.

Quebrando um pouco a violência que vinha até então, “Yen” possui um estilo mais próximo do outro projeto de Corey Taylor, Stone Sour. Tem um refrão legal, mas como é mais lenta, pode acabar não agradando tanto. Em compensação, “Hive Mind” é uma pedrada. Bateria rápida tipo black metal, guitarras absurdas e um refrão perfeito. Tirando a parte da bateria, “Warranty” segue o mesmo embalo e sem dúvidas as duas merecem um destaque gigantesco.

“Medicine For The Dead” já lembra bem a época do antecessor, “We Are Not Your Kind” que tinha músicas estranhas como “My Pain”, então não é lá grandes coisas e o refrão salva um pouco. “Acidic” também tem esta atmosfera ainda mais porque o Corey já havia descrevido a música como “a música de blues mais pesada da Terra”.

Já que o Stone Sour acabou, “Heirloom” pode ser considerada como um certo resquício do grupo. A música é tão diferente que o excelente refrão chega a lembrar um pouco de Ghost, talvez “Griftwood”… ou somente é coisa da minha cabeça. Coincidentemente, “H377” remete também ao Stone Sour (em RU486) e é muito boa. Disse coincidentemente há pouco por que, como é possível observar, as músicas podem ser separadas de 2 em 2. (Duas clássicas, duas com guitarras absurdas, duas mais diferentes e duas “Stone Sour”).

Já na reta final, “De Sade” demora um pouco para engrenar e é meio repetitiva. Porém, perto do minuto 03:30 a música fica absolutamente fenomenal e pesada. E finalizando, “Finale” tem um baixo belíssimo, um coro em determinados momentos e uma melodia bem “triste”, como em “’Til We Die”, do “All Hope Is Gone” de 2008, mas de refrão mais animado.

No geral, “The End, So Far” é muito superior ao “We Are Not Your Kind” já que não teve tantos momentos “experimentais”. Apesar de os singles lançados terem uma produção não tão boa, a versão final ficou caprichada, com um pouco mais de grave, já que “The Chapeltown Rag” parecia que tinha sido produzida pelo Rick Rubin, resultando em um excelente álbum sendo um dos destaques entre os fantásticos e vários lançamentos que 2022 nos trouxe. Grande ano!

Caio Siqueira Iocohama

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