Revolution Saints – “Eagle Flight” (2023)

revolution_saints
Compartilhe

Revolution Saints – “Eagle Flight” (2023)

Frontiers Music | Wikimetal
#HardRock #AOR #MelodicRock

Para fãs de: Journey, The Defiants, Pride of Lions

Texto por Sergiomar Menezes

Nota: 7,0

Superbandas, na maioria das vezes, são aquelas que reúnem um time de músicos conhecidos e que, teoricamente, lançam álbuns grandiosos que se tornam clássicos. Mas muitas vezes, essa questão se mostra complexa, pois apesar do talento envolvido, nem sempre as coisas saem como o esperado.

E esse é o caso de “Eagle Flight”, novo trabalho do Revolution Saints. Deen Castronovo (vocal e bateria), Joel Hoekstra (guitarra), Jeff Pilson (baixo) e Alessandro Del Vecchio (teclados e backing vocals) formam um time de respeito, isso é inegável.

Mas dessa vez, o quarteto parece ter encontrado uma zona de conforto e estacionado ali, ainda que as músicas possuam qualidade e técnicas ímpares. Só que estamos falando de arte e, nesse caso, só isso não basta.

Um dos pontos que precisam ser citados é o quanto Deen Castronovo tenta emular a voz do mestre Steve Perry (ex-Journey). E por incrível que pareça. isso conta a favor e contra o álbum, pois é inegável o talento de Castronovo nesse quesito (assim como na bateria), mas também acaba por vezes soando uma cópia, ainda que não de propósito do grandioso Perry.

As entradas de Hoekstra no lugar de Doug Aldritch e de Pilson no lugar de Jack Blades, acabaram modificando um pouco a pegada da banda, mesmo que os músicos que entraram sejam de qualidade técnica indiscutível.

No entanto o álbum carece de uma maior pegada, de energia. É ruim? Longe disso. Mas poderia ser melhor, levando em conta os músicos envolvidos aqui.

“Eagle Flight” faixa título que abre o álbum se mostra certeira, com as características que permeiam a carreira do grupo, aliando técnica, melodia e talento. Outros bons momentos são “Talking Like Strangers”, com uma pegada Hard Rock, enquanto “Crime of the Century”, mantém o Hard em alta, mas com uma pegada mais moderna.

E aqui cabe uma ressalva: apesar da Frontiers ser uma das mais prolíficas gravadoras de Hard/AOR no mundo, suas produções acabam soando muito iguais, meio que jogando todas as bandas no mesmo balaio, fazendo com que escutemos o álbum uma vez e dificilmente tenhamos vontade de ouvir de novo. Ainda, “Set Yourself Free” merece destaque, devido às linhas de guitarra, que encontraram um ponto certo entre o Hard e o Melodic Rock.

“Eagle Flight” é um bom álbum, mas se eu precisasse defini-lo em uma palavra, ela seria: genérico. Excelentes músicos, performances irretocáveis, ótima produção. No entanto, soa muito “mais do mesmo”, em um mercado que por vezes parece saturado. Mas se você é fã do estilo, pode ir sem medo.

Compartilhe
Assuntos

Veja também