Rik Emmett & RESolution9 – “RES9” (2016/2018) (Relançamento)

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Rik Emmett
 & RESolution9
“RES9” (2016/2018) (Relançamento)

Hellion Records Brazil
#BluesRock#MelodicRock

Para fãs de: Joe BonamassaRiverdogsZZ Top

Nota: 7,0

Para engrossar o caldo dos relançamentos em CD do Triumph no Brasil, a Hellion Records Brazil apostou na edição nacional deste “RES9”, de 2016, que nada mais é que o retorno de Rik Emmett ao rock após muito tempo dedicado a gêneros como o blues e o country. Não espere, porém, algo como “Allied Forces” ou “Never Surrender”: a empreitada solo de Emmett prioriza não só a crueza das válvulas como também abordagens mais barzinho/menos arena. Se em estilo as semelhanças são nulas, o padrão de qualidade é indistinto: quer prova maior da singularidade do cara que o fato de o Triumph ter implodido pouco tempo após a saída de seu guitarrista original?

A trinca de abertura, composta por “Stand Still”, “Human Race” (com Alex Lifeson, do Rush) e “I Sing” (com James LaBrie, do Dream Theater), três passeios pelas raias do melodic rock com certeiras inclusões no blues, revela-se uma verdadeira faca de dois gumes, pois eleva a expectativa do ouvinte a níveis estratosféricos e não o prepara para um inevitável choque de realidade: em todo o restante do álbum predominam números mais arrastados, vagarosos; alguns demasiadamente açucarados, outros, desnecessariamente sentimentais; tipo de coisa feita sob medida para repelir os inimigos do mid-tempo.

Se o feeling permanecesse restrito aos solos — estes sempre coisa de gênio/coisa de louco —, ok, mas quando o doce vai parar nas letras, não tem como não ficar com a pulga atrás da orelha: seriam elas sinal de uma rendição aos clichês ou mero fruto de preguiça do tipo “já investi muito tempo na música, canta qualquer coisa aí”? Ninguém pode negar que uma letra melhor tornaria a ótima “When You Were My Baby” uma música muito mais memorável ou daria mais profundidade à temática reflexiva de “Rest of My Life”.

Chegando à reta final, nos deparamos com o ponto mais alto e, surpreendentemente, com o mais baixo: Lifeson e LaBrie juntos fazem de “End of the Line” o carro-chefe de “RES9” — com as guitarras praticamente ganhando vida própria —, enquanto uma malfadada reunião do Triumph, com Gil Moore e Mike Levine, na bonus track “Grand Parade” não deixa dúvidas de que a magia se foi há muito tempo.

Marcelo Vieira

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