Rival Sons – “Feral Roots” (2019)

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Rival Sons  “Feral Roots” (2019)
Atlantic Records
#HardRock#BluesRock#ClassicRock

Para fãs de: Black SabbathLed ZeppelinThe Temperance Movement

Nota: 10

Há dez anos na estrada, o Rival Sons foi uma das primeiras bandas da nova geração a ganhar notoriedade fazendo uma mescla de estilos que ajudaram a criar a música pesada como conhecemos hoje, com influências e inspirações bem definidas, mas sem deixar de ter um som moderno e original, que agregue valor ao cenário atual e sem soar como um pastiche ou uma apenas uma cópia ou tributo, prova disso, é uma carreira incontestável até então, com cinco discos muito bem recebidos por crítica e público e tocando nos maiores palcos do mundo na última década com grande relevância.

Em “Feral Roots”, sexto álbum da banda, o Rival Sons de fato foi atrás de suas raízes mais ferozes em termos de sonoridade, indo mais fundo do que nunca no blues, rock’n roll, no soul e funk, tudo isso com a competência, bom gosto absoluto de sempre e das performances impecáveis de Jay Buchanan nos vocais, Scott Holliday na guitarra, Mike Miley nas baquetas e Dave Beste no baixo, fizeram deste, possivelmente álbum o trabalho mais inspirado da banda musicalmente falando.

O disco talvez não possua nenhuma faixa que se destaque tanto em relação a outras como trabalhos passados e músicas como “Keep On Swinging”, “Electric Man” e “Open My Eyes”, mas segue uma constância incrível, é instigante e empolgante, aparentando que cada faixa ouvida não te deixa prever o que vem a seguir e só aumenta a vontade da próxima música devido a diversidade de canções e sendo cada uma puxada um pouco mais para um ritmo musical do que a outra, tornando o resultado final simplesmente sublime e uma viagem sonora pelo melhor da música dos anos 60 e 70 com direito a um frescor moderno e desafiador.

É difícil elencar algum destaque no álbum, afinal é um trabalho para ser ouvido do começo ao fim e excelente de ponta a ponta, mas a faixa título é linda, com uma longa introdução instrumental e praticamente acústica e sombria, que é quebrada por riffs alucinantes e muito peso, não seria estranho se figurasse no “Led Zeppelin III”, “Look Away” é outra que possui trabalhada introdução, mas segue mais arrastada e guiada pelos vocais impressionantes de Jay Buchanan ao melhor estilo Black Sabbath e “Too Bad” é a balada mais inspirada da carreira do grupo, simplesmente excelente.

“Feral Roots” é sensacional e precisa ser ouvido com calma e apreciando todos os seus detalhes e sonoridades, recomenda-se alto volume e atenção para conseguir extrair o melhor desse baita disco!

Ouça sem moderação e vida longa aos Rival Sons!

Guilherme Werneck

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